Capítulo 54 — Narrador: Luís A logística é o nervo do poder; corta‑se o abastecimento e a máquina perde ritmo. Quando a pista da ONG fachada e das transferências mostrou que o investidor não era amador, ficou claro que a resposta precisava atingir o bolso e a logística dele — não só o rosto. Ordenei ao operador um mapeamento rápido: quem abastecia, por quais rotas entravam os carros, quais fornecedores faziam a ponte entre mercado legal e circuito do investidor. A lista saiu em poucas horas; as rotas eram previsíveis porque todo mundo acha que dinheiro compra silêncio — e quem acha isso costuma repetir padrão. Cortei primeiramente as linhas mais fáceis: fornecedores locais cujos contratos passavam pelo meu território. Avisei que haveria mudança de cliente, negociei substituição com alter

