Capítulo 46 — Narrador: Luís A pen‑drive entrou na sala como quem traz bala para exame: pequeno, plástico e potencial de ruína. Pedi que o operador abrisse em ambiente controlado — sala blindada, máquina isolada e perícia digital. Não é paranoia; é método. Se uma prova entra errada na praça, vira munição contra nós. Tudo tem que passar por filtro técnico antes de qualquer pronunciamento. O relatório inicial veio em pasta escura: há arquivos, sim, mas estão criptografados e os metadados foram manipulados — datas alteradas, origens mascaradas, hashes trocados. Alguém com mão boa tentou tornar aquilo indecifrável. A constatação foi clara: temos material, mas também temos rato com habilidade de esconder rastro. Isso muda o jogo porque não basta ter documento; precisa de prova que aguente per

