Capítulo 41 — Narrador: Júlia A mesa da sala virou central de guerra: papéis espalhados, pastas, uma velha impressora com fio queimando cartucho, e o jornalista amigo do Luís sentado ali como se aquilo fosse rotina de domingo. A prova que trouxemos da base externa cheirava a tinta e perigo; não dava pra deixar a coisa solta. Havia uma sensação nova em mim — mistura de dever e medo — e foi esse nó que me fez assumir a coordenação da triagem. Se alguém precisava transformar rastro em ação, tinha de ser mão firme e mente clara. Comecei organizando tudo do jeito que aprendi: separar o que é primário do que é secundário, numerar páginas, digitalizar cada folha e gravar as conversas em pelo menos dois lugares. O jornalista entendia essa pressa; sabia como manchete vira arma se usada errado. El

