25

1131 Words

Capítulo 25 — Narrador: Júlia A festa parecia uma boca de festa qualquer — música alta, luz que trombava no copo e gente que sorriu por hábito — mas tinha um cheiro diferente naquela noite: era perfume caro e sussurros que vinham de fora. Me disseram que o tal investidor apareceria ali; me disseram também que onde ele pisava, as coisas mudavam. Minha intuição me dizia que eu precisava ver com os meus próprios olhos. Precisava confirmar se, por trás do dinheiro, vinha rede ou armadilha. Fui com cuidado. O vestido era escolha estratégica: não era pra mostrar mais do que devia, era pra prender olhar e arrastar pergunta. A Karina me olhou com aquele misto de orgulho e aviso e me ajeitou o colar com pressa — “Usa tua arma, Ju,” sussurrou. Eu entendi: minha arma era o que eu sabia fazer bem —

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