O Amor Que Sustenta O quarto do hospital estava silencioso naquela tarde. O som constante do oxigênio sendo liberado pela cânula nasal era quase um lembrete de que, apesar de acordada, Alicia ainda estava frágil. Cada respiração exigia esforço. Às vezes era leve, às vezes pesada demais, como se o ar demorasse a chegar aos pulmões. Ela fechou os olhos por um instante, sentindo o cansaço se espalhar pelo corpo. — É normal sentir isso — explicou o médico, em tom calmo, enquanto analisava os exames. — A facada atingiu uma região sensível. Seu corpo ainda está se reorganizando. Mas você está reagindo muito bem, Alicia. Muito melhor do que esperávamos. Ela assentiu lentamente. Não doía como antes, mas havia um limite claro que o corpo impunha. Levantar-se sozinha ainda era difícil. Caminhar

