Desejo de Madrugada O silêncio da madrugada era quase absoluto. A casa dormia, envolta em sombras suaves e no som distante do vento passando pelas árvores do quintal. O relógio digital marcava pouco depois das três da manhã quando Alicia abriu os olhos de repente, com uma sensação estranha e urgente. Não era dor. Não era medo. Era desejo. Um desejo tão específico que fez sua boca salivar no mesmo instante. — Fruta do conde… — murmurou, levando a mão ao estômago. — Com leite Ninho… e leite condensado… Ela fechou os olhos por um segundo, tentando ignorar. Virou-se de um lado para o outro, puxou o lençol, respirou fundo. Nada adiantou. Quanto mais tentava esquecer, mais a imagem vinha nítida: a fruta gelada, cremosa, misturada ao doce do leite, a textura macia na boca. O estômago recl

