Anahí nem teve tempo para respirar naquele dia, parecia que Gastón tinha tirado o dia para atormentá-la.Ela não conseguiu nem comer, não conseguiu falar nem com Dulce ou Ninel. Quando terminou de limpar o ultimo quarto, guardou as coisas e foi procurar alguma coisa para comer, tinha terminado a limpeza poucos minutos antes do prazo que Gastón tinha dado a ela, e a primeira coisa que queria fazer era comer alguma coisa, estava com muita fome e por isso optou por um sanduíche. Ela nem estava na metade quando Gastón entrou na cozinha e o tirou da mão dela.
Gastón: O que pensa que esta fazendo?
Anahí: Estou com fome, Gastón. Disse cansada de bater de frente com ele.
Gastón: Não era para comer, agora você vai voltar para o seu quarto e ficar lá.
Anahí: Mas..
Gastón: Mas nada. Anda! Ela se levantou. Ele jogou o sanduíche no lixo assim que ela saiu da cozinha. Angelique que estava com a função de lavandaria viu e só negou com a cabeça com a atitude de Gastón, ela sabia o motivo dele estar castigando Anahí.
Anahí voltou para o quarto cansada o suficiente até para sentir irritação. Só restava tomar um banho e deitar, mesmo que ainda com fome. Fez isso em poucos minutos e se assustou com alguém batendo na porta do seu quarto.
- Annie, é Angelique. Abre aqui. Anahí ainda desconfiada abriu a porta e viu Angelique entrar com uma bandeja na mão.
Angelique: Eu vi o que o Gastón fez com você. vim trazer o jantar.
Anahí: Porque fez isso? Pensei que me odiasse. Disse fechando a porta.
Angelique: Estou tentando me redimir pelo que fiz. Disse sincera.
Anahí: Sinto muito pela sua irmã. A Ninel nos contou.
Angelique: Obrigada, mas acho que fui muito burra em acreditar no Gastón.
Anahí: Eu até entendo seus motivos, para poderia ter nos dito a verdade. Mentir nunca é a solução.
Angelique: Eu sei agora eu entendo isso.
Anahí: Pensei que estaria com as outras. Disse se sentando na cama e pegando a bandeja.
Angelique: O Gastón ainda esta me castigando, ontem fiquei na cozinha e hoje na lavanderia.
Anahí: Sabe quem é esse tal cliente?
Angelique: Não tenho ideia, mas deve ser alguém muito importante. Anahí assentiu - Anahí, o Gastón esta te castigando por ontem, então por mais que seja difícil não bate de frente com ele, isso só vai deixá-lo com mais raiva.
Anahí: Ontem? Mas eu não fiz nada. Disse tentando entender.
Angelique: O Alfonso bateu de frente com ele, e como ele não pode bater de frente com o Alfonso ele desconta em você.
Anahí: Não sei o que aconteceu entre o Poncho e o nojento do Gastón.
Angelique: Poncho, é? Sorriu ao ver Anahí corada - O chama pelo apelido, gosta muito dele né?
Anahí: Gostar não, eu o amo.
Angelique: Só cuidado para não se machucar. Mas é sério que ainda não percebeu que o Gastón é afim de você? Anahí arregalou os olhos.
Anahí: Afim de mim? Você só pode estar de brincadeira, ele me bateu, quase me estuprou, faz da minha vida um inferno. Ele me dá nojo, eu o odeio.
Angelique: Ele faz essas coisa, porque já percebeu que você gosta do Alfonso, que você nunca o olharia e toda vez que você se tranca aqui com o Alfonso ele fica ainda mais insuportável do que já é. E ele sabe que a única forma de ter seria a força.
Anahí: Angel, só de pensar no Gastón eu já tenho vontade de vomitar e eu juro que se um dia ele tocar em mim dessa forma, se ele conseguir isso, eu me mato. Disse tão séria que Angelique chegou se assustar.
Angelique: Não diga isso!
Anahí: Mas é sério. Prefiro morrer do que deixar que ele me afete dessa maneira.
Angelique: Então agradeça pelo que Deus te deu, porque se não fosse por Alfonso, por ele pedir exclusividade, o Gastón já teria tocado em você.
Anahí: E eu já estaria morta então. Disse encerrando o assunto e voltando a comer.
Sem saber o que estava acontecendo com Anahí, Alfonso ficou até mais tarde no trabalho tentando evitar Diana e voltar o mais tarde possível, porém quando chegou a sua casa teve uma surpresa. Dimitri estava sendo no seu sofá ao lado da filha, enquanto tomavam um vinho tinto e Maite com Mane do outro lado com uma cara não muito boa.
Dimitri: Alfonso. Cumprimentou o genro.
Alfonso: Dimitri, não sabia que chegaria hoje. Diana deu um selinho em Alfonso e todos se sentaram.
Dimitri: Resolvi adiantar minha volta. Principalmente nesse momento tão importante.
Alfonso: Momento importante?
Dimitri: Oras, Alfonso, não é mais surpresa. Diana já me contou que vocês marcaram a data do casamento quero estar aqui para apoiar minha filha e ajudar no que for preciso para os preparativos do casamento. Alfonso sentiu a garganta fechar e todo o ar sumir a sua volta.
Diana: Não aguentei mais esconder do meu pai que já tínhamos marcado a data. Disse sorrindo. Maite tentava controlar a raiva diante do jogo que Diana tinha feito.
Dimitri: O que foi, Alfonso? Não me aprece bem.
Alfonso: Na verdade, não me sinto muito bem. Estou indisposto durante o dia todo, acho que algo não me fez bem.
Dimitri: Diana, filha, se quiser subir e ficar com seu futuro marido não tem problema, já estou acomodado e creio que Maite Mane me farão companhia nesse fim de noite. Disse encarando o outro casal e foi Mane quem responde, visto a incapacidade da noiva responder.
Mane: Claro. Diana sorriu para o pai, para logo em seguida subir com Alfonso. Assim que ela fechou a porta do quarto, ele avanço nela, segurando seu pescoço.
Alfonso: Eu vou te matar, sua vagabunda! Ela riu ainda que com dificuldade.
Diana: Vai... ter... que ..ca-sar comi-go, Alfon-so. Por bem... ou.. por m*l. Disse com dificuldade.
Alfonso: Eu vou acabar com você antes.
Diana: Isso, me- mata e dei...xa a sua ir-mã so...zinha. Isso foi o suficiente para fazê-lo a soltar.
Alfonso: Você vai consertar essa merda, Diana.
Diana: Não dá, já marquei a data. Nos casamos em três meses.
Alfonso: Não vou me casar com você. Vou dizer ao seu pai que o noivado acabou.
Diana: Isso, vai lá. Diga isso. Espero que esteja pronto para as consequências.
Alfonso: Eu odeio você.
Diana: E eu te amo, Alfonso. Vou te provar que podemos ser felizes.
Alfonso: Eu nunca vou ser feliz com você.
Diana: Alfonso, para com isso. Podemos tentar, podemos voltar de onde paramos, nós sempre nos demos bem, na cama então nem se fala.
Alfonso: Aquilo era sexo, Diana. Assim como outro qualquer. Você foi uma transa como todas as outras, só soube aproveitar a oportunidade para se fixar um pouco mais na minha cama. Ela tentou dar um tapa na cara del, mas ele segurou seu braço a tempo. - Não vai me bater, só estou te dizendo a verdade.
Diana: ESTÁ ME OFENDENDO, ALFONSO!
Alfonso: Estou dizendo a verdade.
Diana: EU AMO VOCÊ, ALFONSO. ESTOU FAZENDO TUDO ISSO POR AMOR A VOCÊ E NÃO TE PERDER PARA UMA VAGABUNDA QUALQUER.
Alfonso: LAVA A SUA BOCA IMUNDA ANTES DE FALAR QUALQUER COISA, COISAS QUE VOCÊ NEM SABE. Os gritos dos dois eram escutados por todos da casa e Dimitri encarava Maite e Mane de um jeito sério.
Diana: EU VOU ACABAR COM ESSA v***a QUE TE ENFEITIÇOU. E EU POSSO PROVAR QUE NINGUÉM TE MAIS DO QUE EU E QUE EU POSSO TE FAZER FELIZ.
Alfonso: NÃO PODE ME FAZER FELIZ, DIANA. EU NUNCA VOU SER FELIZ COM VOCÊ.
Diana: POR QUE, ALFONSO? SEMPRE SOMOS FELIZES ANTES O QUE MUDOU? FOI ESSA VAGABUNDA? ELA DEVE SER UMA GOLPISTA, UMA MULHERZINHA QUALQUER, UMA v***a.
Alfonso: CALA A SUA BOCA, DIANA!
Diana: O QUE FOI? A VERDADE DÓI? ESTA ME TROCANDO POR UMA VAGABUNDA. UMA p**a.
Alfonso: p**a É VOCÊ QUE PRECISA DE CHANTAGEM PARA PRENDER UM HOMEM. A ANAHÍ É A MULHER DA MINHA VIDA, NÃO UMA VAGABUNDA, É A MULHER QUE EU AMO, p***a!
Diana se calou ao ouvir duas coisa, o nome da mulher que ele estava e o fato dele dizer que a amava. Alfonso praguejou mentalmente, tinha feito uma merda das grandes, dizer o que sentia e o nome de Anahí.
No andar de baixo...
Dimitri: Quem é Anahí? Maite estremeceu diante da pergunta. Dimitri não era um home para brincadeiras.
Pelo visto a merda esta feita.