Capítulo 27

1413 Words
Anahí nem teve tempo para respirar naquele dia, parecia que Gastón tinha tirado o dia para atormentá-la.Ela não conseguiu nem comer, não conseguiu falar nem com Dulce ou Ninel. Quando terminou de limpar o ultimo quarto, guardou as coisas e foi procurar alguma coisa para comer, tinha terminado a limpeza poucos minutos antes do prazo que Gastón tinha dado a ela, e a primeira coisa que queria fazer era comer alguma coisa, estava com muita fome e por isso optou por um sanduíche. Ela nem estava na metade quando Gastón entrou na cozinha e o tirou da mão dela. Gastón: O que pensa que esta fazendo? Anahí: Estou com fome, Gastón. Disse cansada de bater de frente com ele. Gastón: Não era para comer, agora você vai voltar para o seu quarto e ficar lá. Anahí: Mas.. Gastón: Mas nada. Anda! Ela se levantou. Ele jogou o sanduíche no lixo assim que ela saiu da cozinha. Angelique que estava com a função de lavandaria viu e só negou com a cabeça com a atitude de Gastón, ela sabia o motivo dele estar castigando Anahí. Anahí voltou para o quarto cansada o suficiente até para sentir irritação. Só restava tomar um banho e deitar, mesmo que ainda com fome. Fez isso em poucos minutos e se assustou com alguém batendo na porta do seu quarto. - Annie, é Angelique. Abre aqui. Anahí ainda desconfiada abriu a porta e viu Angelique entrar com uma bandeja na mão. Angelique: Eu vi o que o Gastón fez com você. vim trazer o jantar. Anahí: Porque fez isso? Pensei que me odiasse. Disse fechando a porta. Angelique: Estou tentando me redimir pelo que fiz. Disse sincera. Anahí: Sinto muito pela sua irmã. A Ninel nos contou. Angelique: Obrigada, mas acho que fui muito burra em acreditar no Gastón. Anahí: Eu até entendo seus motivos, para poderia ter nos dito a verdade. Mentir nunca é a solução. Angelique: Eu sei agora eu entendo isso. Anahí: Pensei que estaria com as outras. Disse se sentando na cama e pegando a bandeja. Angelique: O Gastón ainda esta me castigando, ontem fiquei na cozinha e hoje na lavanderia. Anahí: Sabe quem é esse tal cliente? Angelique: Não tenho ideia, mas deve ser alguém muito importante. Anahí assentiu - Anahí, o Gastón esta te castigando por ontem, então por mais que seja difícil não bate de frente com ele, isso só vai deixá-lo com mais raiva. Anahí: Ontem? Mas eu não fiz nada. Disse tentando entender. Angelique: O Alfonso bateu de frente com ele, e como ele não pode bater de frente com o Alfonso ele desconta em você. Anahí: Não sei o que aconteceu entre o Poncho e o nojento do Gastón. Angelique: Poncho, é? Sorriu ao ver Anahí corada - O chama pelo apelido, gosta muito dele né? Anahí: Gostar não, eu o amo. Angelique: Só cuidado para não se machucar. Mas é sério que ainda não percebeu que o Gastón é afim de você? Anahí arregalou os olhos. Anahí: Afim de mim? Você só pode estar de brincadeira, ele me bateu, quase me estuprou, faz da minha vida um inferno. Ele me dá nojo, eu o odeio. Angelique: Ele faz essas coisa, porque já percebeu que você gosta do Alfonso, que você nunca o olharia e toda vez que você se tranca aqui com o Alfonso ele fica ainda mais insuportável do que já é. E ele sabe que a única forma de ter seria a força. Anahí: Angel, só de pensar no Gastón eu já tenho vontade de vomitar e eu juro que se um dia ele tocar em mim dessa forma, se ele conseguir isso, eu me mato. Disse tão séria que Angelique chegou se assustar. Angelique: Não diga isso! Anahí: Mas é sério. Prefiro morrer do que deixar que ele me afete dessa maneira. Angelique: Então agradeça pelo que Deus te deu, porque se não fosse por Alfonso, por ele pedir exclusividade, o Gastón já teria tocado em você. Anahí: E eu já estaria morta então. Disse encerrando o assunto e voltando a comer. Sem saber o que estava acontecendo com Anahí, Alfonso ficou até mais tarde no trabalho tentando evitar Diana e voltar o mais tarde possível, porém quando chegou a sua casa teve uma surpresa. Dimitri estava sendo no seu sofá ao lado da filha, enquanto tomavam um vinho tinto e Maite com Mane do outro lado com uma cara não muito boa. Dimitri: Alfonso. Cumprimentou o genro. Alfonso: Dimitri, não sabia que chegaria hoje. Diana deu um selinho em Alfonso e todos se sentaram. Dimitri: Resolvi adiantar minha volta. Principalmente nesse momento tão importante. Alfonso: Momento importante? Dimitri: Oras, Alfonso, não é mais surpresa. Diana já me contou que vocês marcaram a data do casamento quero estar aqui para apoiar minha filha e ajudar no que for preciso para os preparativos do casamento. Alfonso sentiu a garganta fechar e todo o ar sumir a sua volta. Diana: Não aguentei mais esconder do meu pai que já tínhamos marcado a data. Disse sorrindo. Maite tentava controlar a raiva diante do jogo que Diana tinha feito. Dimitri: O que foi, Alfonso? Não me aprece bem. Alfonso: Na verdade, não me sinto muito bem. Estou indisposto durante o dia todo, acho que algo não me fez bem. Dimitri: Diana, filha, se quiser subir e ficar com seu futuro marido não tem problema, já estou acomodado e creio que Maite Mane me farão companhia nesse fim de noite. Disse encarando o outro casal e foi Mane quem responde, visto a incapacidade da noiva responder. Mane: Claro. Diana sorriu para o pai, para logo em seguida subir com Alfonso. Assim que ela fechou a porta do quarto, ele avanço nela, segurando seu pescoço. Alfonso: Eu vou te matar, sua vagabunda! Ela riu ainda que com dificuldade. Diana: Vai... ter... que ..ca-sar comi-go, Alfon-so. Por bem... ou.. por m*l. Disse com dificuldade. Alfonso: Eu vou acabar com você antes. Diana: Isso, me- mata e dei...xa a sua ir-mã so...zinha. Isso foi o suficiente para fazê-lo a soltar. Alfonso: Você vai consertar essa merda, Diana. Diana: Não dá, já marquei a data. Nos casamos em três meses. Alfonso: Não vou me casar com você. Vou dizer ao seu pai que o noivado acabou. Diana: Isso, vai lá. Diga isso. Espero que esteja pronto para as consequências. Alfonso: Eu odeio você. Diana: E eu te amo, Alfonso. Vou te provar que podemos ser felizes. Alfonso: Eu nunca vou ser feliz com você. Diana: Alfonso, para com isso. Podemos tentar, podemos voltar de onde paramos, nós sempre nos demos bem, na cama então nem se fala. Alfonso: Aquilo era sexo, Diana. Assim como outro qualquer. Você foi uma transa como todas as outras, só soube aproveitar a oportunidade para se fixar um pouco mais na minha cama. Ela tentou dar um tapa na cara del, mas ele segurou seu braço a tempo. - Não vai me bater, só estou te dizendo a verdade. Diana: ESTÁ ME OFENDENDO, ALFONSO! Alfonso: Estou dizendo a verdade. Diana: EU AMO VOCÊ, ALFONSO. ESTOU FAZENDO TUDO ISSO POR AMOR A VOCÊ E NÃO TE PERDER PARA UMA VAGABUNDA QUALQUER. Alfonso: LAVA A SUA BOCA IMUNDA ANTES DE FALAR QUALQUER COISA, COISAS QUE VOCÊ NEM SABE. Os gritos dos dois eram escutados por todos da casa e Dimitri encarava Maite e Mane de um jeito sério. Diana: EU VOU ACABAR COM ESSA v***a QUE TE ENFEITIÇOU. E EU POSSO PROVAR QUE NINGUÉM TE MAIS DO QUE EU E QUE EU POSSO TE FAZER FELIZ. Alfonso: NÃO PODE ME FAZER FELIZ, DIANA. EU NUNCA VOU SER FELIZ COM VOCÊ. Diana: POR QUE, ALFONSO? SEMPRE SOMOS FELIZES ANTES O QUE MUDOU? FOI ESSA VAGABUNDA? ELA DEVE SER UMA GOLPISTA, UMA MULHERZINHA QUALQUER, UMA v***a. Alfonso: CALA A SUA BOCA, DIANA! Diana: O QUE FOI? A VERDADE DÓI? ESTA ME TROCANDO POR UMA VAGABUNDA. UMA p**a. Alfonso: p**a É VOCÊ QUE PRECISA DE CHANTAGEM PARA PRENDER UM HOMEM. A ANAHÍ É A MULHER DA MINHA VIDA, NÃO UMA VAGABUNDA, É A MULHER QUE EU AMO, p***a! Diana se calou ao ouvir duas coisa, o nome da mulher que ele estava e o fato dele dizer que a amava. Alfonso praguejou mentalmente, tinha feito uma merda das grandes, dizer o que sentia e o nome de Anahí. No andar de baixo... Dimitri: Quem é Anahí? Maite estremeceu diante da pergunta. Dimitri não era um home para brincadeiras. Pelo visto a merda esta feita.
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