Elisa levantou-se instintivamente e, enquanto um alvoroço se criava entre os participantes, ela fugiu discretamente para a saída. Não podia perdê-lo hoje. Eu deveria falar com ele hoje. Alcançou-o na rua com passo acelerado e agitada. — Kael. Ela pronunciou o nome dele num sussurro, m*al audível, mas carregado de tudo o que havia contido até agora. Ele parou. Girou lentamente, e os seus olhos a encontraram pela primeira vez a sós. — Oh, é a senhorita Mertens. Não havia ternura, não havia proximidade naquele olhar. Só frieza. Distância. Mas para ela, aquele instante bastava. Elisa o alcançou justo quando Kael se preparava para entrar no carro que o esperava a alguns metros. A brisa da tarde levantava mechas do seu cabelo, e o seu coração batia forte, consciente de que cada segundo

