A sua vida, afinal, já não lhe pertencia muito antes de Kael: ela lhe fora arrebatada com dor, e esta era sua maneira de recuperá-la. — Estou disposta a tudo. Ele levantou uma sobrancelha, com algo entre surpresa e admiração. — A tudo? — Sim. Kael inclinou a cabeça, como se quisesse ter certeza de que ela realmente entendeu. — Você tem certeza disso? — Tenho. O silêncio voltou, mas desta vez parecia uma corda esticada prestes a arrebentar. Kael sorriu, mas não havia nada de gentil naquela expressão. — Diz que pode suportar tudo, Elisa. Num movimento inesperado, a sua mão agarrou o seu pescoço com firmeza, não com violência, mas com autoridade. Ele a segurou ali, obrigando-a a olhar nos olhos dele. Elisa prendeu a respiração. Kael inclinou o rosto, tão perto que os seus lábios

