Capítulo 5

1032 Words
SOPHIA - Sophia já chegou na lanchonete? – Ayla pergunta do outro lado da linha. - Sim, estou na mesa 12 — Certo — Não demore — Tá bom– responde e logo em seguida deixo o celular de lado para prestar atenção no cardápio. Logo nos primeiros pratos já sinto meu estômago pular de alegria afinal era muito gostosos porém caros, nem sei por que aceitei tomar café da manhã com a Ayla aqui mas ela insistiu tanto que até estranhei, só vim mesmo por causa da surpresa que ela disse que tinha pra mim. Ela estava demorando um pouco, algumas pessoas chegam no local e outras saem, já estava impaciente pois queria esperar ela para comer porém ela estava demorando muito. Olho as horas novamente brava, bufo de raiva pois meu estômago roncava de fome já, sinto um perfume familiar se dispersar pelo ambiente, até que uma mão pousa no meu ombro e quando eu viro de lado para vê era o Pietro. Sinto minha garganta travar e toda saliva da minha boca sumir, meus olhos arregalam e ele percebe o meu nervosismo. - Oi Sophia – sauda sentando no outro lado da mesa. - Pietro como você me achou? – questiono nervosa e ele sorri. - Eu literalmente obriguei a Ayla a me falar onde você estava e aproveitei que vinha para esse lado da cidade então pedi pra ela marcar esse encontro – explica ele me deixando surpresa... Como ele pode fazer isso? - Por que você fez isso Pietro? – questiono indignada. - Por que a mulher que eu passei a melhor noite da minha vida simplesmente sumiu e não deixou rastro algum – pontua ele indignado também - Eu não quero falar com você, mil perdões mas eu vou embora – afirmo me levantando mas uma tontura toma conta de mim a tal ponto que eu apenas me sento para não cair. Um garçom vem até a nossa mesa e pergunta o que iremos pedir. Não falo nada apenas ouço ele pedir algo. Minha cabeça pontilhada em dores e a minha visão estava turva por inteira. Ele toca a minha mão e fica surpreso, pois estava gélidas e trêmula. - Você está bem? – questiona preocupado. - Estou sim.— Falo tomando um pouco de água. — Você tem certeza? — Pergunta ele — Sim, foi só uma tontura. — Então podemos conversar agora? — Não temos nada para conversarmos. — Temos sim, eu quero saber por que você foi embora daquela maneira ein? Foi algo que eu fiz? Eu te machuquei? É isso? Eu preciso de uma resposta plausível Sophia – insiste virando o meu rosto para o lado. - Não vou responder isso – o garçom chega com os pratos – Vamos comer já que estamos aqui, sem tocar nesse assunto por favor.— Digo - Ok então. Espero que goste do que pedi– fala ele pegando uma talher e dando um sorriso pequeno Comemos em silêncio até um certo ponto, logo após isso ele começa a puxar assunto sobre a minha vida e eu estava surpresa afinal pelo visto ele realmente estava interessado em saber sobre mim. - Não entendo por que se dispôs a pesquisa tanto sobre mim – Falo surpresa. - Eu não parei de pensar em você um só segundo depois daquela noite – Ele pega na minha mão porém eu tento a puxar, ele insiste e a pega fazendo um carinho nela – Você não tem ideia do quanto mexeu comigo Sophia. - Eu precisa trabalhar. Muito obrigado pelo café da manhã, estava delicioso – afirmo me levantando mas ele me segura. - Você não me deu uma resposta... - Eu vou pensar – interrompo o fazendo sorrir. - Ok então. Eu te levo – afirma ele se levantando também. Ele deixa uma gorjeta na mesa e como eu estava sem carro acabo aceitando a carona dele, vamos novamente o caminho inteiro num silêncio extremamente incômodo até que ele estaciona próximo a minha floricultura. Pego a minha bolsa e ponho a mão na porta do carro para abrir e descer mas ele me impede dizendo. - Você já pensou? – questiona abrindo a porta. - Ninguém pensa em algo tão rapidamente assim Pietro – afirmo impaciente. - Ok então Sophia – Viro o meu rosto para o dele e antes que eu me afaste ele me rouba um beijo na boca, dou um tapa na cara dele que geme de dor porém dá uma risada logo após – Nunca mais faca isso – ordeno com raiva. - Ok então dá próxima vez você me beije – provoca com um sorriso. Me irritava a forma como ele era convencido porém aqueles lábios me davam uma paz e um desejo imenso. Só aquele toque dele no meu pescoço já foi o suficiente para eu sentir o meu corpo queimar e a minha respiração ofegar... Era impossível esquece-lo. (...) Após um dia cansativo na floricultura consigo finalmente jantar com Ayla na minha casa, porém o ranço por ela ter me enganado ainda prevalecia. - Sophia você ainda vai ficar assim comigo? Eu vou embora tá? – afirma revoltada. - Ayla você não tinha o direito de pôr o Pietro de volta na minha vida sem a minha permissão ok? Eu fiquei extremamente m*l com isso, embrulhou até o meu estômago! - Você vive de estômago embrulhado amiga, inclusive por que não faz uns exames? — Exame para que? — Para saber o que você tem oras, já tem uns dias que você vive tendo enjôos. - Até parece que você se preocupa mesmo comigo…— Digo em desdém — Mais é claro que eu me preocupo sua i****a. — Tá bom, então fica tranquila, não precisa de preocupar mais , eu já sei o que eu tenho — E o que é?— ela pergunta me olhando e eu respirei fundo encarando Ayla com uma mistura de nervosismo e determinação. — Eu estou grávida, Ayla. Os olhos dela se arregalam, um misto de surpresa e incredulidade. — Não brinca!— Ayla responde, sua expressão oscilando entre choque e confusão. — Não estou brincando. Estou realmente esperando um filho.— Falo séria.
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