Capítulo 3

1055 Words
Pietro Sophia! Onde você está? – questiono, deixando a cama sem me importar com a nudez. Caminho pelo quarto, olhando pelo chão, e noto apenas minhas roupas, sem vestígios das dela. Rapidamente concluo que ela se foi. Dirijo-me ao banheiro, ligo o chuveiro e desfruto de um banho relaxante. Enquanto a água escorre sobre meu corpo, recordo a noite maravilhosa que compartilhamos, um sorriso escapar involuntariamente dos meus lábios. Não sei por quê, mas com ela foi algo diferente. Saio do banheiro enrolado em uma toalha e vou para o closet onde visto uma calça jeans e uma camisa de botões na cor vinho, arrumo meus cabelos para trás, calço um sapato coloco meu relógio no braço e desço para o andar de baixo onde faço uma xícara de café preto e bebo. Logo após saio de casa e vou para a empresa. - Como foi o resultado do evento Solange?- pergunto para minha secretária - Foi muito bom Sr D’Ávila, todos os brinquedos foi entregue para as crianças do bairro como o Sr pediu. - Isso é ótimo .- Eu falo com um sorriso grande, saber que todas as crianças foram presenteadas eu fico muito feliz, ela me passa os balancetes sobre as vendas que tivemos durante esse ano e depois sai me deixando sozinho, aproveito esse momento para assinar uns papéis que precisava da minha assinatura. Eu sou o herdeiro da empresa de brinquedos da minha família, tenho um sonho de ser pai e espero um dia eu poder realizar, gosto muito de crianças e por esse motivo em datas comemorativas eu sempre me visto de algum super herói e nas festas de natal eu me viro de papai Noel e saiu distribuindo brinquedos para as crianças. A minha mãe é uma senhora de 56 anos é muito metida, ela sempre gosta de humilhar as pessoas que é inferior a ela, não importa quem seja. Para ela o que importa mesmo é os milhões que entram em sua conta. Eu já tive alguns relacionamentos anteriores, mas não passava dos três meses, pois logo eu descobria que a pessoa que estava comigo não queria nada mais que o meu dinheiro, e por esse motivo eu acabei me fechando para o amor e deixando a minha vontade de ser pai de lado, pois eu não encontrava alguém que pudesse ser minha esposa, até ontem, até eu conhecer Sophia Ross e todo o desejo que estava espremido dentro de mim subir feito uma avalanche de sentimentos. Ela é diferente de todas as outras, ela não quis nada em troca, apenas me falou um pouco sobre a sua família e que era uma pessoa que sempre conseguiu seus objetivos e que amava fotografar além de ser dançarina. Enquanto conversamos eu fiquei encantado por ela, julgo até dizer que foi amor à primeira vista. Eu nunca vou esquecer dessa noite inesquecível que tivemos. É uma pena que ela foi embora e não deixou um contato onde eu poderia encontrá-la mais uma vez. Saiu dos meus pensamentos com a porta da minha sala abrindo, e quando eu já ia reclamar vejo a minha mãe com uma cara nada boa. - Porque não bateu na porta mamãe?- perguntei guardando os papéis que eu estava - Eu bati você que não ouviu... Porque você fez isso de novo, Pietro? Mesmo sabendo que eu não aprovo essa atitude.- ela fala zangada - Do que você está falando mamãe? - Dessa merda que você faz no natal, desse jeito parece até que você quer nos levar à falência.- ela fala indignada.- A Gente podia ter recebido o dobro do dinheiro se você não desse tantos brinquedos de graça para o povo, às vezes eu acho que fiz a coisa errada em deixar você na frente dessa empresa. - Porque você só pensa no dinheiro? Porque não pensa em uma boa ação que você pode fazer por ter uma condição de vida melhor do que das outras pessoas? - Porque .... Interrompo ela antes que continuasse a sua fala - Sabe de uma coisa, eu já estou farto de deixar a senhora mandar em minha vida, já estou farto desse egoísmo que a senhora tem, se não está gostando do jeito que eu estou comandando a sua mina de ouro, basta só me dizer que eu deixo pra senhora fazer o que quiser, mais saiba que se o papai estivesse aqui ele sentiria nojo da pessoa que a senhora se tornou.- falo com raiva e saiu da empresa deixando ela sozinha na minha sala e quando me dou conta eu estava em uma praça da cidade, compro uma garrafinha de água e me sento em um banco debaixo de uma árvore e fico olhando o movimento da rua para me acalmar. Pego meu celular do bolso e ligo para Ayla que atende no terceiro toque. - Oi Pietro - Oi Ayla , tudo bem com você? - Tudo ótimo, o que você quer pra está me ligando? Já que é raro as vezes que isso acontece.- escuto a voz dela risonha do outro lado da linha - Então, eu queria saber se você poderia me passar o contato da Sophia? Ou até mesmo o local onde ela mora!- falo torcendo para que ela me diga - Hum,,, eu vou falar com ela e se ela concordar eu te envio por mensagem. - Mais .... _ Sem mais Pietro, essas coisas são confidencial e como eu conheço a Sophia sei que ela ficará uma fera se eu te enviar e não fala pra ela antes - Tudo bem.- Ficamos conversando mais um pouco sobre a colaboração para o natal e logo depois ela desligou. Abro a garrafinha e tomo um pouco da água até que uma bola bate nos meus pés, eu pego e quando olho para frente vejo três garotinhos me olhando e eu sorrio para eles. _ Essa bola é de vocês? - Sim.- fala o que parecia ser o mais velho do trio - Toma.- Entrego para ele e quando fui dar por mim eu já estava no meio da rua brincando com eles de futebol e estava sendo uma experiência incrível. Pois sempre que eu me fantasio não revelo a minha identidade, são poucas pessoas que sabem que sou eu que traz a felicidade das crianças principalmente no dia do natal.
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