• Nicolly... Meu peito doía. Aliás, o meu corpo inteiro estava dolorido. Parecia que eu tinha sido atropelada por um caminhão várias vezes. Minha cabeça estava a mil. Eu me sentia péssima. Parecia que, em poucos minutos, todo o meu mundo havia desabado. Eu perdi meu pai — que, mesmo depois de tudo, eu não conseguia odiar. Perdi uma criança, que era filho do cara que me sequestrou. E perdi o ZL, que, mesmo depois de tudo, também não conseguia odiar. Saber que eu não ia mais vê-lo estava me deixando confusa. Achei que tudo ia ser mais fácil, que eu simplesmente esqueceria... e pronto. Mas não. Eu não sabia se chorava por estar longe dele, por ainda estar viva e finalmente longe de tudo aquilo, ou se chorava pelo meu pai. — Com licença, Nicolly. — Uma moça entrou no quarto, e pelo crachá

