— Minha… tudo meu… — ele murmurou, a voz mais rouca, mais grave, mudando completamente de tom. — Ninguém mais toca, ninguém mais vê, ninguém mais tem. É meu, e de mais ninguém. Você não faz ideia do quanto eu queria estar aí agora, Luiza. Do quanto eu queria poder passar a mão nessa pele, sentir esse calor, apagar toda essa distância com um beijo. É f**a, mano… é f**a demais saber que você tá aí tão linda, tão minha, e eu aqui, trancado, sem poder fazer nada além de ouvir a sua voz e tentar matar um pouco dessa saudade que me consome todo dia. — Eu sei, meu amor… eu também sinto, eu também conto os segundos pra te ver, pra te tocar, pra poder chegar perto e dizer tudo isso olho no olho — respondi, sentindo uma lágrima de saudade escorrer, mas secando ela logo em seguida. — Mas espera aí…

