Ele ficou um bom tempo batendo na minha porta enquanto eu apertava meu travesseiro sentada sobre a cama tentando controlar a vontade de deixar ele entrar. Eu me sentia uma masoquista, porque boa parte de mim só queria levantar, abrir a porta e tirar as roupas dele no caminho até o quarto, mas a outra parte, aquela que racionalizava tudo fazia questão de lembrar o que ele me fez passar. Eu já estava ficando sem resistência quando ele parou. Levantei e fui até a sala e encostei na porta. Havia silêncio… depois o barulho das portas do elevador se abrindo e se fechando. Só então tive coragem de abrir a porta. Ele não estava mais lá. Foi melhor assim, porque se eu não arrancar ele de uma vez, não vou conseguir me desvencilhar dele nunca. Voltei para o quarto angustiada. Eu precisava falar com

