Precioso encontro com o passado

1252 Words
A sola do sapato tocou o chão acinzentado da mansão. Eu não deveria estar aqui O pensamento continuava ecoando na minha cabeça repetidamente, meus nervos esticados, enquanto eu tentava parecer distante. Segurando a taça cheia de champanhe no alto, fingi beber um gole, os olhos constantemente examinando a multidão. Enquanto eu sabia que tomar alguns goles do espumante faria maravilhas para acalmar meus nervos desgastados, eu me contive. Eu precisava de uma cabeça clara mais do que coragem líquida para esta noite. Talvez. Esperançosamente. A festa estava a todo vapor, organizada nos amplos gramados da casa de alguém da família Romano. Maldita Outfit. Foi uma boa ideia eu ter feito o máximo de pesquisa possível na última hora enquanto me arrumava. Olhei ao redor do jardim bem iluminado, vendo os rostos que vira nas notícias ao longo dos anos. Eu vi os soldados da Outfit, circulando com rostos estoicos. Eu vi mulheres, decorando principalmente os braços dos homens com quem estavam. Eu apenas observei. O longo vestido preto que eu usava escondia facas nas coxas, uma das quais, de alguma forma, torceu e estava tentando furar-me. A pulseira em minha mão havia sido comprada pelo meus pais, com um compartimento escondido para um veneno de aerossol que não estava disponível no mercado. Eu estava longe da proteção do nome da minha família, cresci convivendo com cobras perigosas, todo o cuidado é pouco. Eu olhei para a mansão, aparecendo atrás da multidão. Era uma fera. Não havia outra maneira de descrevê-la. Como um castelo antigo enterrado nas colinas da Escócia, a casa um estranho híbrido de mansão moderna e castelo primitivo era uma b***a. Uma fera com algo dela no interior. O ar fresco e perfumado com a noite floresce, eu sorrateira sacudi os calafrios tentando lamber minha pele. O som da gargalhada barulhenta de um homem chamou minha atenção. Com os olhos no homem de cabelos grisalhos, rindo com outros homens no canto norte da propriedade, eu o estudei. Seu rosto estava enrugado com a idade, mãos limpas de onde eu podia ver. Oh, como ele tinha sangue nessas mãos. Então, muito sangue. Não que alguém em meu mundo não tenha. Mas ele havia criado um nicho para si mesmo como o mais sangrento de todos, incluindo meu pai. Leonardo Romano ex chefe da Outfit, sua carreira por mais de quatro décadas, sua ficha criminal era mais longa que meu braço, sua atitude de sangue frio era uma coisa de admiração no mundo deles. Eu já estava com pessoas como ele há tempo suficiente para não deixar isso me abalar ou melhor, não deixar mostrar. Ao lado de Leonardo, estava seu filho mais novo, Dante Romano. Embora seu rosto bonito pudesse enganar alguns, fiz pesquisas suficientes para não o subestimar. Construído como uma parede, o homem se elevava sobre quase todo mundo com seu físico sólido. Fingi tomar um gole de champanhe. Trocando um sorriso educado com uma mulher que olhou na minha direção, eu finalmente deixei meus olhos vagarem para o homem que estava em silêncio ao lado de Dante. Pablo Romano. Eu o observei. Ele é alto, apenas uma polegada, mais alto que Dante, em um terno preto casual de três peças sem a gravata. Seu cabelo loiro escuro era quase castanho, cortado rente à cabeça, os olhos de uma cor clara à distância. Sabia que eles eram azuis. Um azul impressionante. Enquanto sua estrutura muscular era atraente, não era por isso que eu não conseguia desviar o olhar. Foi por causa das histórias que eu ouvira sobre ele nos últimos anos, principalmente ouvindo conversas, principalmente as do meu pai. Segundo as histórias, Pablo é o filho mais velho do Leonardo Romano. Eles o chamavam de predador. Sua reputação o precedeu. Ele raramente ia à caçada, mas quando o fazia, era o fim. Quando ele fazia, iria direto para a jugular. Sem distrações. Sem brincadeira. Por toda a sua atitude despreocupada, o homem era mais letal do que a faca cortando minha coxa. A vida como filha do chefe da família Ricci havia me preparado para muitas coisas. Não isso. Apesar de crescer cercada pelo crime, fui surpreendentemente protegida da feiura do mundo. Eu estudei em casa, foi para universidade e agora casada com um desconhecido. Tudo muito simples. — Finalmente encontrei você. Francesco, meu marido disse dando-me um beijo surpreso em meus lábios, ele passou seus dedos em seus cabelos, ele tem cheiro de whisky misturado com p**a. — Venha, preciso apresenta-la. Francesco me apresentou algumas pessoas, menos importantes e importantes do seu círculo social, com sorriso no rosto iniciava uma pequena conversa e respondia algumas perguntas aleatórias feitas pelos convidados. Por mais de uma hora nesse ritmo. Balancei a cabeça para me mesma, coloquei o copo na bandeja de um dos muitos garçons e, silenciosamente, fui em direção para o interior da mansão. Aderindo às sombras, meu vestido escuro me ajudou que eu não me destacasse. Alguns passos no caminho, vi a festa desaparecendo atrás de mim, enquanto os arbustos que envolviam o caminho se tornavam mais espessos ao meu redor. Meus olhos percorrem a área, eu me abaixei e subi os degraus. À minha esquerda, eu podia ver a festa e os guardas estacionados ao redor dos gramados. Franzindo o cenho para a falta de segurança em torno da casa, entrei pelo espaço entre as enormes portas duplas. E vi um guarda indo direto em minha direção através do saguão. De repente, senti uma mão puxar meu braço. O grande guarda franziu o cenho para mim. — Você está perdida, senhorita? Ele perguntou, seus olhos desconfiados. — Vou ao banheiro privado. — Fique à vontade. Respirando fundo, vou em direção ao corredor. Uma vez lá dentro. Em segundos, eu estava na curva em algum lugar nos fundos da casa, olhando para um conjunto de escadas que levavam a uma única porta. Engolindo, com o coração batendo forte, eu subi. Chegando ao patamar, caminhei até a porta aberta e entrei, corri para o banheiro me aliviar. Quando ouvi um som no quarto, respirei fundo, rapidamente, eu puxei a faca da bainha da coxa, ciente do pequeno machucado que havia deixado ali. Eu peguei a maçaneta, calçando os sapatos e abri. Inclinando o pescoço para dentro, eu olhei ao redor do quarto de hóspedes semiescuro. Estava vazio. Franzindo a testa, voltei para o banheiro me limpar. Quando terminei sai do banheiro quando a porta do outro lado do grande quarto se abriu antes que eu tivesse a chance de observar o ambiente. Com o coração batendo forte, eu me agachei no canto, vendo Pablo Romano entrar no quarto, jogando o paletó na cama. Observei os suspensórios austeros contra a camisa branca, o tecido nítido desabotoado na gola, esticado em toda a ampla extensão do peito. Um peito muito musculoso. Eu apostei que ele também tinha abdominais. Embora me odiasse por perceber, não podia negar que o homem era muito, muito atraente. Pena que ele era um bastardo para igualar. O vi tirar o telefone do bolso da calça, percorrendo a tela, concentrando-se inteiramente no que estava vendo. Observando suas costas musculosas em sua direção, eu me endireitei nas sombras. Era agora ou nunca. Andando atrás dele, com a mão tremendo levemente com a faca em suas juntas pálidas, eu avancei, nem ousando respirar para não o alertar. Quase dois passos atrás dele, eu coloquei a faca nas costas dele, logo acima de onde seu coração deveria estar, e proferi o mais friamente possível. — Você se mexe, você morre.
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