Yuna m*l via seu marido Guilherme que provavelmente estaria no trabalho como contava para ela que mesmo ganhando uma mesada todo mês a mesma sentia falta de trabalhar então Yuna imprimiu mais currículo indo atrás de emprego que independente de onde tentava a maioria das empresas negaram-a e até bem fazia questão de recebê-la mas mesmo assim Yuna não desistia continuando de procurar um trabalho, indo de lá para cá sem parar o dia inteiro onde a mesma nem percebeu que já havia anoitecido continuando passeando pelas ruas olhando em toda sua volta para ver se havia algum lugar contratando, estando quase desistindo para hoje cansada com o único desejo de chegar em casa para poder deitar em sua cama então ela tomou caminho de volta acabando esbarrando sem querer em uma moça que estaria chorando que assim que avistou a Yuna secou rapidamente seus olhos estando provavelmente com vergonha por ser vista chorando, pegou suas coisas no chão e simplesmente foi embora, deixando a Yuna um tanto confusa porém ergueu os ombros e foi para casa que assim que chegou o Jhonny recebeu a sua filha com carinho que automaticamente se dirigiu até o quarto da mãe que estaria vazio.
— Acabei esquecendo - disse a Yuna
— Pois é, a gente acabou se acostumando com a sua mãe aqui em casa, né… - respondo o pai dela
Já se fazia um ano que a sully estava ao hospital sobre tratamento que Yuna estava conseguindo pagando ao vender os vestidos que vendiam lá na loja após usa-las em um eventos que ia com o Guilherme que visitava a Yuna pelo menos uma ou duas vezes por semanas, dependendo da agenda do marido dela pois tinha uma rotina muito cheias e a maioria das vezes só queria chegar em casa e dormir após um dia movimentado. Guilherme era um homem misterioso que não dizia onde ia, que horas voltava e até do que ou o que trabalhava onde Yuna já chegou a se perguntar se fosse algo ilícitas mas nunca teve a coragem de perguntar se medo que lhe tirasse o dinheiro que dava cada mês o que permitia pagar as contas, o tratamento da mãe, as refeições e muito mais.
Aquela mulher que atrapalhou o Guilherme naquele dia que o acordo foi fechado do casamento continuava importunando-o mas Yuna jogava bem seu papel de esposa onde qualquer um acreditaria nesse falso casamento e que as vezes ganhava até um extra por ajuda-lo em situações complicadas como esse. Era um dia bonito, sábado de manhã para ser exata e Yuna estaria passeando de mão dadas com o Guilherme enquanto conversaram tranquilamente se dirigindo até um banco para se sentar e poder conversar melhor de que estando caminhando.
— Obrigado por ter vinda - disse o Guilherme
— Você disse que queria falar comigo… - responde Yuna
Guilherme havia ligado mais cedo para Yuna pedindo para se encontrar no parque em que ela caminhava dizendo ser um assunto urgente, assim a mesma se arrumou pegando sua bolsa saindo de casa após se despedir do pai para se encontrar com o Guilherme que explicou que estava em situação complicada onde seus pais queria conhecer a sua esposa e que inclusive já estavam vindo para cá. Yuna ficou um tanto surpresa pois não se esperava por isso achando que talvez as coisas estavam indo muito rápido mesmo sendo um casamento falso e estava começando a se desesperar quando Guilherme pousou sua mão sobre o ombro dela tentando acalma-la.
— Vai ficar tudo bem, não precisa se preocupar… - disse o Guilherme
— E se eles não acreditaram? - pergunta a Yuna
— Aí a gente se divorcia e o trato acaba! - responde o Guilherme
Yuna engoliu em seco, sabendo que agora ela mais precisava conseguir emprego custa o que custar pois se isso desse errado pela lei poderia permanecer no Brasil por estar trabalhando mesmo estando divorciada. Yuna não falou mais nada, o assunto tinha se encerrada e Guilherme lhe ofereceu carona inicialmente até em casa mas que a mesma pediu para deixa-la no hospital pois queria visitar a sua mãe, acabando sendo pega de surpresa pois após chegar até o destino invés de apenas deixá-la, Guilherme estacionou o carro dele no estacionamento do hospital onde ao desligar a chave virou-se em direção da Yuna.
— Se importa se eu dê uma visita a sua mãe também? - pergunta o Guilherme
— É claro que não… - responde a Yuna
Guilherme desce então do carro onde sai do carro indo em direção a porta passageiro abrindo para a Yuna que agradece pela gentileza, os dois se dirigem até o hospital que após adentrar vão diretamente até o quarto da dona sully que recebe os dois com um sorriso acolhedor enquanto seus olhos demonstrava felicidades.
— Estava com saudades minha pequena - disse a sully
— Sinto saudade de você em casa mãe - responde a Yuna
— Estão cuidando bem da senhora? - pergunta o Guilherme
Dona sully concordou com a cabeça respondendo a pergunta do Guilherme que depois de ficar um pouco para conversar com a mãe da Yuna chamou a sua esposa para conversar rapidamente em particular então assim que saíram do quarto da Sully, Guilherme disse a mesma que precisava ir embora dando dinheiro para voltar para casa de uber que Yuna agradeceu aproveitando para beija-lo pegando o Guilherme de surpresa que iria recuar mas Yuna envolveu seus braços na cintura dele, sussurrando no ouvido do mesmo após afastar os lábios dela do dele.
— Aquela chata está aqui , joga o jogo - sussura a Yuna
Guilherme não recuou mais entrando no jogo como Yuna havia pedido e após ter se beijado, ele demonstrou afeto para a mesma e foi embora para em seguida Yuna retornar no quarto da sua mãe aproveitando do tempo sobrado das horas de visita e assim tomou caminho para casa escolhendo indo caminhando e economizando o dinheiro que o Guilherme havia lhe dado. A rua estava tranquila, uma brisa agradável ouvindo os poucos pássaros que estariam cantando vendo o trânsito que estava tendo com os carros buzinando estando estressados enquanto pensava em sua cabeça que fez bem de não chamar um uber caso contrário ela estaria presa nesse trânsito também, demorando muito para chegar em sua casa que já caminhando faltava poucas quadras para chegar até assim que chegou novamente seu pai estava sentado na mesa do jantar aguardando pela Yuna chegar que demostrava estar tensa.
— Que foi filha? Que sei que algo está errado quando está tensa assim… - pergunta o Jhonny preocupado
Yuna não queria preocupar seu pai mas o assunto roía por dentro de medo em ter que voltar para Coreia, não poder pagar as contas, sustentar a família então a mesma revelou o que o Guilherme queria falar com ela a respeito dos pais dele querendo conhecê-la e que se eles não acreditassem no casamento que tudo seria desfeito onde assim ela compartilhou o desespero em ter que achar um emprego urgentemente para que pudessem permanecer no Brasil os pais dela e a Yuna também. Jhonny sentia-se culpado pelo peso que sua filha carregava sobre suas costas, independente se Yuna nunca tinha teclado a mesma continuava sendo a filha deles e não achava certo que estava passando por tudo que estava passando.