RAMON Esfrego o dedo polegar no nariz tirando vestígios do pó que acabei de puxar. No quarto Gabriele bate na porta pedindo pra que eu deixe ela sair, mas ignoro os seus gritos e abro mais um pino fazendo outra carreira de pó. Pego a mesma nota cinquenta que ainda está enrolada e puxo rápido que quase que instantâneo já faz arder minha garganta e nariz. Ergo a cabeça encostando no encosto do sofá e fecho os olhos tentando relaxar. Lembranças de anos atrás invade minha mente. Do dia em que conheci Gabriele, essa mulher acabou com a minha vida. Tudo depois dela ficou chato, difícil, r**m. Essa semana fez dois anos que vi ela pela primeira vez e me perdi naquele olhar de medo, curiosidade. Nos damos muito bem no início do relacionamento, depois que transamos foi mágico, um bagulho do c*****

