O sol da montanha estava forte naquele dia.
Clara — no corpo de Góvia — estava ajoelhada perto da fogueira improvisada, tentando manter o fogo aceso.
Mas o vento espalhava a fumaça.
O calor do sol batia direto em sua cabeça.
Ela enxugou o suor da testa.
— Isso não vai funcionar por muito tempo…
Naquele momento, passos pesados ecoaram atrás dela.
THUD.
Dargan apareceu novamente carregando um grande cervo nas costas.
Ele jogou o animal no chão.
— Caça fresca.
Clara olhou para o cervo.
Depois olhou para o sol.
Depois para o vento.
Ela cruzou os braços.
— Antes de eu cozinhar, precisamos resolver um problema.
Dargan franziu o cenho.
— Que problema?
Clara apontou para a fogueira.
— Isso aqui.
Ele olhou.
— É uma fogueira.
— Exatamente. Uma fogueira r**m.
Ela começou a desenhar na terra com um galho.
— Eu preciso de um fogão de pedra.
Dargan inclinou a cabeça.
— Um quê?
— Um lugar fechado para o fogo ficar forte.
Ela continuou desenhando.
— Com pedras ao redor… e uma cobertura.
Ela apontou para o céu.
— Porque o sol é insuportável.
Depois apontou para as nuvens distantes.
— E quando chover, o fogo vai apagar.
Dargan ficou olhando o desenho no chão.
— Você quer construir isso?
Clara levantou uma sobrancelha.
— Não.
Ela apontou para ele.
— Você vai construir.