Observo Sofia dormir. O rosto dela está tranquilo agora, finalmente em paz, depois de um dia turbulento. Seus traços relaxados, quase angelicais, contrastam com o tormento que parecia dominá-la mais cedo. É um alívio vê-la assim, tão serena, como se o sono tivesse levado embora o peso que ela carrega nos ombros. Talvez tenha sido apenas o cansaço acumulado. Talvez o calor do dia, a comida, ou até mesmo as férias que, ironicamente, deveriam trazê-la descanso, mas parecem estar carregadas de tensões ocultas. E Omar... Esse homem. Só de pensar nele, meu corpo se enrijece. Ele está sempre por perto, uma sombra que parece pairar sobre ela, e não consigo afastar a sensação de que ele é mais do que apenas uma pedra no caminho dela. O olhar de Sofia sempre muda quando o nome dele é mencionado. Há

