— Muito. Claro. Ela responde com tanta naturalidade, como se fosse a coisa mais simples do mundo, mas para mim, essas palavras soam como uma verdade absoluta, como algo que eu sempre soube, mas agora posso finalmente ouvir de sua boca. A certeza de que ela está aqui, que ela me escolheu, me faz sorrir com uma alegria que vai além das palavras. Eu continuo a observá-la, os meus olhos fixos nos dela, tentando traduzir todas as emoções que borbulham em mim. Mas então, o que eu mais temo escapa dos meus lábios, como uma confissão, uma súplica que não posso mais esconder. — Nunca me deixe, Sofia... Eu não sei o que... o que seria de mim. A voz sai baixa, carregada de um medo que eu não esperava sentir. Eu sei que isso soa quase como uma fraqueza, mas não me importo. Eu preciso dela. Eu prec

