Isadora narrando Quando eu olhei aquele teste, eu entrei em desespero. Não era real aquilo, não poderia estar grávida. Para que serviu tantos remédios que eu tomei? — Filha.– minha mãe bateu na porta.— Fala comigo meu amor.– eu não estava conseguindo raciocinar. Desde que eu comecei a sentir os sintomas, minha cabeça não parou um segundo. E agora eu tenho certeza, eu estou grávida de um daqueles crápulas. Minha mãe continuava insistindo, me levantei e abri a porta. Eu não precisei nem falar nada. Pela minha cara, minha mãe já sabia a resposta. — Não fica assim minha filha, esse bebê.. — Não ouse terminar a frase mãe, esse bebê nunca será uma benção na minha vida.– as lágrimas começaram a molhar meu rosto. — Mas ele pode ser do Davi, não o rejeite assim.– eu neguei com a cabeça.

