— Eu entendo, senhora — ele disse, e o tom de voz dele mudou de uma forma que me surpreendeu. Não era mais o segurança robótico; era algo quase confidencial, uma brecha na armadura. — Eu estive com a sua amiga hoje. Fui ver a Beatriz. O ar fugiu dos meus pulmões por um segundo. Toda a minha fachada de "juíza da morte" desmoronou em estilhaços. Eu me inclinei para a frente, as mãos segurando no encosto de couro do banco dele com força, meu coração disparando por um motivo completamente diferente da vaidade ou do ódio. — Como ela está? — perguntei, a voz trêmula, a guarda totalmente baixa, as lágrimas ameaçando quebrar o meu rímel à prova d'água. — Ela está bem? O Ricardo... aquele desgraçado fez alguma coisa com ela? Ela está segura, Rocha? Por favor, me diga a verdade. — Ela está bem, M

