NARRADO LUCAS O sol do meio-dia castigava o cimento cru da laje, o bagulho fervendo pique a sucursal do inferno. O mormaço subia da telha de amianto, embaçando a visão da favela, mas a minha mente operava na frieza absoluta, pique bloco de gelo. Puxei a fumaça do baseado pra mente, sentindo a marola rasgar a garganta antes de soltar pro alto, misturando com a poluição dessa p***a de cidade. O Complexo Nova Esperança era um formigueiro humano lá embaixo. Viela pra todo lado, os menor correndo descalço, os vapor com os fuzil cruzado no peito nas boca de fumo, e o barulho do batidão comendo solto numa caixa de som estourada lá perto do campinho. O clima ali era frenético, neurose vinte e quatro horas por dia. Quem era de fora achava que era só bagunça, mas ali a lei era nossa, e a caneta qu

