— Jorge! Tão metendo bala em mim na Linha Amarela! Desce a tropa agora, c*****o! — gritei no aparelho, o dedo cravado no botão. Silêncio. Só o barulho dos tiros lá fora. Olhei pro visor do rádio no escuro. A luz tava apagada. Tentei ligar. Nada. Dei uma pancada com o aparelho no painel. O fundo de plástico tava solto. Os fios de cobre dentro do compartimento de bateria tavam cortados. Limpos. Cortados com um alicate. Alguém tinha sabotado a p***a da minha comunicação de emergência antes de eu sair de casa. A linha de socorro tava morta. — p**a que pariu! Bando de arrombado! Traidor do c*****o! — eu urrei, jogando o rádio morto no chão do carro, puxando a minha Glock da cintura no desespero. Eu sabia que uma pistola merda, por melhor que fosse, não ia fazer cócegas num confronto de fuzil

