Os olhos do Caveira arregalaram de um jeito que parecia que iam saltar das órbitas, e ele soltou uma risada rouca, daquelas que rasgam a garganta e ecoam no escuro. — Tá de caô? Mermão, o maluco pediu pra morrer de joelhos! Ir pro asfalto sozinho sem os bico cruzado é dar o r**o pros alemão ou pra milícia fuzilar na pista! — Ele não vai cair pra milícia nem pros alemão, Caveira. Ele vai cair pra nós. A autoria é minha — eu bati a palma da mão espalmada na mesa de madeira, chamando a atenção dele, endurecendo o tom da voz, deixando a psicopatia fluir solta. O sangue gelado nas minhas veias falava muito mais alto que qualquer DNA. — Presta atenção no que tu vai fazer, e não tem margem pra erro. Puxa os maluco mais sanguinário, os mais desalmado da tua confiança. Quatro cabeça no máximo no

