Foi então que um lampejo de esperança divina iluminou a minha mente apavorada. Aline! Aline era uma jovem muito doce, minha vizinha de porta, que havia se formado como enfermeira com muito suor há pouco tempo. Ela trabalhava no hospital público da região, era extremamente dedicada à profissão e, acima de tudo, era uma das minhas melhores e mais confiáveis amigas. Ela saberia o que fazer para salvar aquele homem, ela teria que saber. Levantei-me aos tropeços, apoiando-me na mesinha da sala, sem nem me importar em trocar o meu vestido arruinado. Fui até a porta da frente, abri uma frestinha, olhei para os lados para garantir que a rua de terra estava vazia, e corri desesperada até a casa da Aline, que ficava a poucos metros da minha. Bati na porta de madeira verde dela com o peso do deses

