Uma das vertentes dos negócio de "Y", eram as boates, esses lugares serviam de palco para muitas outras atividades escusas, pois funcionava como bordel, ponto de distribuição e consumo de droga, além entrega de armamento. Os frequentadores costumavam deixar pequenas fortunas, e o local estava sempre lotado.
Como frequentador de uma das boates mais requisitadas, Savio sabia que ter uma boa relação geraria frutos, neste momento surgiu a oportunidade de aproveitar algumas amizades para indicar o local, e com o tempo, os funcionarios da boate sabiam o seu nome e ele foi gerando uma i********e que nunca existiu. A presenca constante era tão garantida, que Savio se apresentava com sócio do local. Bil, o gerente do local, fez vista grossa, afinal, não estava r**m, novos clientes chegavam com gostos peculiaramente caros.
Um dos novos recrutados de "Y", que trabalhava na boate distribuindo os pacotinhos de "alegria" como falavam, se deixou levar pela lábia de Sabio, passou um montante de dinheiro acreditando que realmente tinha relação e existia uma sociedade, e a partir de então, passou a ser chantageado.
Mario caiu no golpe na primeira vez, mas foi ameaçado nas outras demais, ele acreditava que a mafia do c.....o mataria a sua mãe, única pessoa que ainda estava com ele, além da adrenalina, era por ela que trabalhava tanto. Savio viu que o rapaz era bobinho e começou as ameaças, saia da boate com dinheiro vivo. Isso aconteceu até que ele estuprou a mercadoria da noite.
Bil, administrava inclusive as mercadorias que iniciavam na boate, fazia parte de um mundo sujo e c***l, mas ninguem trabalhava com ele sob ameaças e nem obrigado, todos recebiam, tornando um lugar um pouco mais agradável.
Era início da nova mercadoria, uma garota jovem, bonita e que tinha os seus motivos para estar naquele lugar e naquela situação, era sangue novo na boate!!!
Um leilão seria feito pela sua virgindade, ela estava sozinha no quarto esperando o tão assustador momento, já tinha pesquisado sobre o assunto, mas ainda assim o medo a consumia. Sabia que a qualquer momento o seu primeiro cliente chegaria, o coração pulava do peito, mas na cabeça, a lembranca da mãe internada no hospital fazendo o tratamento de câncer no pulmão.
...
A porta foi aberta com tanta força, que gelou a espinha, um homem barrigudo, vermelho entrou cambaleando de bêbado, ela imaginou que esse seria o cliente, mas o medo a dominou.
Aquela voz horrorosa ainda está na cabeça de pobre menina:
_ _ Vem aqui sua ratinha safada, vou te fazer morrer inúmeras vezes hoje.
A sessão de espancamento e terror só acabou quando a porta foi aberta para que s moça fosse apresentada no início do leilão, afinal mercadoria nova e requintada valia muito dinheiro.
Savio levantou a calça, enxugou o rosto redondo de suor e limpou com um lenço de tecido delicado a sua boca suja de sangue.
A moça no chão estava inconsciente, cheia de hematomas, um corte no supercílio, seu rosto todo era uma bagunça e de sua parte íntima muito sangue escorria.
O leilão foi esquecido para que a moça fosse socorrida (foram 2 pontos perto do olho e 4 pontos na região íntima), Bil sabia que por "Y" a moça ficaria ali para morrer, afinal não valeria muito, e o filho da p..a que causou o problema teria o castigo de forma lenta e dolorida até a morte, então a surra que Savio estava tendo, não era nada comparado ao que ele poderia passar.
Como funcionário de "Y" e gerente do estabelecimento, Bil reportaria todo o ocorrido, informando a forma que consuziu o problema, inclusive sobre os valores retirados de Mario, sabia que todos receberiam castigo a altura, restava esperar que sobrevivesse.
O medo de Bil se concretizou, quando perdeu um dedo, mas só depois de apanhar de "Y" e assistir ao espancamento de Mario.
Naquele dia, o destino de Savio estava selado!
...
Savio acordou, após uma noite m*l dormida, sentia-se muito cansado e frustrado pois a sua empresa não estava lucrando e pior de tudo, estava sob investigação após um de seus grandes empreendimentos ser interditado.
Ter um nome manchado nas mídias sociais, as inúmeras cobranças, a escassez de projetos e o fardo de fugir de entrevistas e explicações, tomavam o tempo e a energia, de quem não aceitava derrota e invejava a vida de muitos.
Mesmo o nome Savio indo para o lixo, não podia e nem queria viver em privação, ele não sabia o que era ser pobre, e como dizem .... "a oportunidade faz o ladrão " tinha como levantar muito dinheiro extra e manter a vida de luxo e orgia que tanto gostava.
Esqueceu da semana anterior em que apanhou e antes de estar desacordado e jogado na sarjeta, Bil o avisou que não deveria por os pés em nenhuma das boates, caso contrário seria morto.
Ao entrar no local percebeu que o moleque que lhe dava dinheiro não estava, perguntou para um e para outro e até tentou a mesma jogada de sócio, mas antes que pudesse continuar com as suas mentiras, foi expulso do local com chutes e socos, ele tinha sorte de Bil não estar no momento.
Parou em um buteco fuleiro, ainda reclamou da bebida barata que ofereciam no cardápio, e depois de beber muito, atrapalhar o jogo de um grupo da mesa ao lado e tentar assediar um moça que passava, foi expulso novamente.
Quando aquele homem humilhado chegou em sua casa, descontou a sua ira na pessoa que melhor entendia a sua vida de m...a, Suzy apanhou muito, mas ainda teve forças para segurar as suas pernas quando ele olhou para as escadas e sorriu. Desesperada, a mãe se jogou no chão segurando as pernas dele e implorando para não encostar na filha, mas depois de tanto apanhar, bastou um chute para desmaiar.
Mia estava cansada de ouvir e presenciar os espancamentos e como sabia que a mãe não queria a polícia envolvida, esperou o silêncio reinar para poder ajuda-la nos ferimentos, mas a porta do seu quarto abriu, até mesmo o pijama comprido de flanela sem graça atiçou o pervertido de seu pai, ela gritou quando ele agarrou-se a ela, se debateu o máximo que pôde, até levar um tapa no rosto delicado, viu a oportunidade de fugir no momento em que ele a jogou na cama e a segurava com uma mão para que a outra abaixava a sua calça.
Entre lágrimas correu o máximo que, pulou a mãe desmaiada e muito machucada no primeiro degrau da escada, abriu a porta de madeira pesada da entrada, ganhou a rua e continuou correndo até os pés não aguentarem de dor e escorregarem em sangue.
Luke presenciou a tudo das sombras em que estava.