Capítulo 2

1313 Words
Escuto duas batidinhas na porta e nem me atrevo a mandar entrar, a única coisa que se passava na minha cabeça era como eu ia fazer para recomeçar os meus estudos e o principal de tudo conseguir arrumar um emprego para pagar o aluguel da pequena casa que eu aluguei, escuto a porta se abrir e logo em seguida a voz de Bernardo. — O que foi amiga? Porque está arrumando suas coisas na caixa? Ele realmente te demitiu?— ele pergunta preocupado vindo para o meu lado e eu enxugo as lágrimas que insistiam em cair dos meus olhos — Sim amigo, aquele demônio me mandou embora por um simples papel, eu sei que é importante e tal mas poxa a culpa não foi minha, ele tinha pelo menos me deixado explicar. — Você sabe como ele é, principalmente agora que ele está de cabeça quente, depois você vem aqui e conversa com ele, ele pode reconsiderar e te aceitar de volta. — Nem morta, eu não vou me humilhar pra Homem nenhum, eu quero que ele vá bem pra p**a que pariu, que se ferre e nunca mais consiga fazer nenhum contrato, que todos que ele fique desnutrido e fedorento, aí como eu odeio ele.— digo jogando tudo para fora a respeito do meu chefe e quando olho para meu amigo ele estava com o rosto branco. — O que foi que parece que vai morrer a qualquer momento? Eu em... Parece até que viu um fantasma.— Digo dando de ombros e pego a caixa com meus pertences pessoais e me viro em direção a porta e deixo a mesma cair das minhas mãos com o susto que tomei. — caramba, quer me matar do coração.— Digo com a mão no meu peito tentando recuperar a minha respiração, pois o maldito gostosão do meu chefe estáva alí na porta com os braços cruzados na altura do peito com uma cara nada boa, com certeza ele deve ter ouvido o que eu disse, porque o destino sempre tem que ferrar comigo? — Você já acabou Senhorita Magalhães? — Já sim, inclusive já estava de saída agora mesmo.— falo pegando a caixa de volta do chão e minha bolsa em cima do sofá e quando estava andando em direção a porta ele para em minha frente. — Toma você deixou cair na minha sala quando saiu, achei que devia ser importante para você.— Ele fala me entregando a pulseira que meus pais me deram no dia do meu aniversário antes do acidente, e ele tinha razão essa pulseira é muito importante para mim. — Obrigada Mizael, quer dizer Sr Evans, ela é muito importante para mim. — Não precisa agradecer, sexta a tarde passe aqui para acertamos tudo sobre a sua demissão, por sua culpa eh perdi uma reunião muito importante.— ele fala sério e olha para o meu amigo.— o que você está fazendo aqui? Não tem trabalho não é? Eu pago para você trabalhar não ficar aqui parecendo um morto vivo nos olhando. -- ele fala rude e o Bernardo saiu praticamente correndo da minha sala parecendo um cachorrinho assustado. — Me desculpa por ter estragado a sua reunião Sr Evans, mas infelizmente eu não tenho culpa do que aconteceu, eu vou te provar que estou falando a verdade. — Com licença Magalhães.— ele fala sem dizer mais nada sai andando pelo corredor , eu bufo irritada e saiu daquela empresa sendo a chacota dos funcionários que cochichavam baixinho, eu levantei minha cabeça e sair em grande estilo como se tudo aquilo não significasse nada para mim, mais a verdade era que eu estava perdida por dentro sem saber o que seria de mim. Chamo um Uber e não demora muito ele chega. — Bom dia você é a Lília? — Sim sou eu, e bom dia só se for pra você porque o meu dia já começou uma merda.— Digo entrando dentro do carro depois de conferir a placa do carro e de colocar a caixa no porta malas. — Me desculpa só quis ser educado. -- o motorista fala um pouco constrangido e da partida no carro para minha casa. — Você não precisa pedir desculpas, sou eu que te peço, me desculpa cara eu não devia ter falado assim com você, eu sinto muito só estou um pouco com a cabeça quente devido os acontecimentos de hoje. — Tudo bem eu entendo. Você quer conversar? — ele fala simpático — Eu fui demitida hoje do meu trabalho por causa de uma garota insuportável. — O que ela fez? — Apagou o documento que ia entregar para o meu chefe que ia participar de uma reunião. — Eu sinto muito por isso. — Não sinta a culpa não é sua.— digo — O que você vai fazer a respeito disso? — Eu ainda não sei, mas vou provar minha inocência e mostrar pro babaca do meu chefe que ele estava errado, só não sei por onde começar.— falo para ele e por algum motivo desconhecido estava me sentindo até mais calma, acho que esse motorista veio do céu para me acalmar. — Que tal começar por câmeras de segurança? — É isso, obrigada..... — marcos.— ele fala sorrindo — Obrigada Marcos, eu nem tinha pensado nisso.— falo sorrindo para ele e fomos o resto do caminho conversando, parecíamos que éramos amigos a muito tempo, ele me disse que sua esposa está grávida e como ele precisa de um dinheiro extra para comprar a casa própria deles antes do bebê nascer começou a trabalhar como motorista de aplicativo, chegando em minha casa pago a corrida e desço do veículo, pego minha caixa e ele da partida acenando para mim e eu caminho para casa, entro dentro e deixo minha caixa em qualquer lugar e subo para o meu quarto, tirei minha roupa e vou tomar banho para relaxar, depois que terminei vesti uma roupa confortável, desci para a cozinha peguei um pouco de iogurte com cereal e vou para a sala onde comu assistindo TV em um programa de culinária. Quando deu o horário de almoço eu peguei meu celular e liguei para Amanda, uma amiga que trabalhava na sala das câmeras de segurança juntamente com o chefe de segurança Juliano. — Oi Lilia — Oi, Amanda , você está almoçando? — Sim, porque? Você quer que eu leve alguma coisa para você? — Hoje não. Eu estou em casa — Oxi, como assim, você não estava aqui hoje pela amanhã?— ela pergunta confusa e eu trato de contar para ela tudo que aconteceu. — Eu não acredito que a Wanessa fez isso. — Apois é, se ela não fez ela mandou alguém fazer porque ela ficou só me pirraçando , eu só não dei na cara dela porque não queria perder meus direitos. — Você fez bem amiga, mas o que você quer que eu faça? — Que você consiga para mim uma cópia dos três dias que fiquei trabalhando nesse documento. — Eu não posso fazer isso. — Põe favor Amanda, eu sei que é arriscado mais me ajuda, eu preciso muito que o Mizael continue pagando a minha bolsa de estudos, eu não tenho dinheiro para pagar, essa faculdade é a mais melhor da cidade, e pior eu fui injustiçada. — Tudo bem, eu vou vê o que posso fazer, mais não estou prometendo nada — Tudo bem, obrigada mesmo assim, agora vai lá terminar o seu almoço. — Certo, se cuida. — Você também.— Falo e desligo a ligação deixo o celular em cima do sofá, pego a caixa que estava no chão e levo para o meu quarto onde guardo tudo e depois desci para fazer o jantar e arrumar a casa pois amanhã seria um longo dia pra mim.
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