ANANDA Minha cabeça tomba para o lado oposto do da mulher e desvio com esperteza do seu olhar, mas não é por maldade ou arrogância, pelo contrário, o único sentimento presente no meu peito é culpa. Mariah toca o dorso da minha mão esquerda, suavemente, brincando com meus dedos até que desliza um anel de espessura fina, cor dourada e com uma pedra transparente cravejada, extravagante pelo meu anelar. — Foi Pedro quem me deu. — Seus lábios são repuxados para cima em um sorriso discreto. Minha garganta seca e tusso. — Você está bem? — Indaga, empurrando seu copo com água contra meus lábios, dou a passagem, aceitando o líquido gelado de bom grado. Afirmo com a cabeça, respondendo sua pergunta. — Sim, acho que o ar entrou quando abri a boca para falar algo. — Explico, puxando o anel pra fora

