Capítulo 7

2347 Words
*-*-*-*-* Agatha *-*-*-*-* Jonathan para em frente a minha casa, saio do carro e o agradeço, ele sorri para mim e vai embora, respiro fundo e bato na porta, agora deve ser 7 horas da manhã, meu irmão abre a porta e olha para mim com um olhar estranho, entro e vejo minha mãe chorando no sofá, me pergunto o que aconteceu, me sento no sofá e abraço minha mãe. - o que aconteceu? / Pergunto a olhando preocupada. Mãe - seu pai me ligou a uma hora atrás dizendo que quer se divórciar. / Diz minha mãe chorando sem parar. Alain - mãe, preciso de contar algo que descobri a um tempo atrás e estava arrumando um jeito de te contar. / Diz Alain de um jeito que nunca vi, ele sempre foi forte e nunca mostrou fraqueza, mas agora vejo que ele não é tão frio assim. Mãe - o que? / Diz parando de chorar ainda abalada. Alain - nosso pai tem outra família. / Diz Alain de uma vez, minha mãe para e fica olhando o chão sem acreditar. - eu estava andando com um amigo ontem e vi nosso pai segurando a mão de duas crianças, meu amigo fingiu pedir uma informação e perguntou sobre as crianças, nosso pai disse que eles são filhos de uma paixão e que os outros filhos dele de um erro. / Falo ainda muita abalada, vejo o rosto do meu irmão com tristeza e raiva. Mãe - eu deveria ter ido embora quando engravidei. / Diz minha mãe chorando. Alain - não diz isso, se você tivesse me criado sozinha Agatha não existiria. / Diz meu irmão consolando minha mãe. Mãe - vocês são as melhores coisas que já fiz. / Diz minha mãe nos abraçando. - tenho certeza que vai encontrar alguém muito melhor. Mãe - agora eu não quero me relacionar, tenho 42 anos já estou velha para isso. Alain - nunca se é velho ou novo para amar. / Diz meu irmão e eu fico pasma com suas palavras. - eu queria ficar aqui com vocês mas estou morrendo de sono. / Falo sonolenta. Mãe - você não foi transformada em vampira né? / Pergunta minha mãe preocupada. - não, eu fiquei acordada para ver a alcatéia de lobisomens. / Falo e eles me olhando espantados Mãe - você não estava com seu namorado? Não me diga que é um lobisomem. / Pergunta minha mãe com um olhar estranho. - ele é um lobisomem, eu menti quando disse namorado, ele é meu amigo. / Falo e minha mãe me olha tranquila. Alain - por que odeia vampiros? / Pergunta meu irmão a olhando. Mãe - eu tinha uma irmã gêmea diferente, ela foi morta pelo namorado vampiro, ela tinha um amigo lobisomem que tentou protegê-la mas ele não chegou a tempo. / Diz minha mãe com um olhar que faz meu coração doer. - você nunca disse que tinha uma irmã. / Falo a olhando Mãe - é doloroso falar dela, eu amava um vampiro na adolescente e terminei tudo com ele depois do que aconteceu com minha irmã. / Diz minha mãe deitando no sofá. Alain - mãe, eu não sou filho do seu namorado né? / Pergunta Alain a olhando. Mãe - não, eu cometi um erro naquela época. Tudo que está acontecendo comigo eu mereço. / Diz minha mãe chorando, sinto que ela guarda uma dor enorme em seu peito. - não iremos te julgar. / Falo a olhando. Mãe - eu engravidei do meu namorado naquela época, depois da morte da minha irmã não quis tentar ter o bebê, então...... Eu abortei. / Diz minha mãe voltando a chorar, eu e meu irmão ficamos em silêncio, eu poderia ter tido um irmão meio vampiro. Alain - mãe, tudo be...../ Minha mãe não deixa ele terminar. Mãe - eu engravidei propositalmente do seu pai. / Diz minha mãe de uma vez, eu e meu irmão ficamos sem palavras, então isso que meu pai quis dizer com erro. Alain - você não tinha esse direito. / Diz meu irmão, oque ela vez foi errado mas falar assim com ela. Minha mãe se levanta e sobe as escadas, fico a olhar para o meu irmão com um olhar de desaprovação. Alain - ela não merece ser consolada. / Diz meu irmão indo para seu quarto. Respiro fundo e tento pensar em todo que entendi, minha mãe já cometeu erros, ela abortou e deu golpe do baú, já sofreu perdendo a irmã. Não tenho o direito de julga-la, preciso dormir. Subo as escadas e vou para meu quarto, deito em minha cama tentando esquecer tudo isso, adormeço pelo cansaço, tenho sonhos estranhos e acordo com um som alto, me levanto e vou ver oque aconteceu, vejo minha mãe caída no chão em volta por sangue com os pulsos cortados, olho para a mesa e vejo que foi minha gata que derrubou o vaso. - Socorro! Alguém ajuda. / Grito o mais alto que posso, meu irmão chega no quarto e vê a situação, vejo meu irmão ligar para a ambulância, toco no pulso de minha mãe e vejo que ela ainda está viva mas seu pulso está ficando fraco. Alain - ela perdeu muito sangue, não vai dar tempo da ambulância chegar. / Diz meu irmão olhando para mim com um olhar, ele pega um pedaço de pano e enrola no braço de nossa mãe, fazendo o pulso sangrar menos, sei que ele deve estar certo pois estudou medicina mas não quero acreditar. - não tem outro jeito? / Pergunto chorando. Ouso um som de passos na casa, fico assustada mas talvez seja ajuda, vejo Nathan entrar pela porta, não sei por que ele está aqui, vejo ele a cortar seu pulso e ir em direção a minha mãe, ele faz minha mãe beber o sangue dele, meu irmão não parece espantando com a ação, vejo o pulso da minha mãe começar a cicatrizar, respiro aliviada. Nathan olha para mim por alguns minutos, vejo que logo a ambulância chega, eles levam ela para dentro da ambulância e meu irmão explica a situação. Alain - irei ficar com ela, cuida da casa. / Diz meu irmão me olhando. - eu quero ir! / Falo o olhando Alain - ela não corre mais risco. / Diz meu irmão me olhando, fico mais calma ao ouvir isso. Vejo Nathan em um canto me olhando, caminho em sua direção, ele a salvou, salvou minha mãe. Ele olha para mim com um olhar calmo e pensativo. Nathan - quando senti cheiro de sangue, pensei que era o seu. / Diz me olhando. - obrigada. - falo Agradecida ainda chorando. Nathan - ela irá ficar bem, sangue de vampiro ajuda a curar. / Diz me olhando. - por que estava aqui? / Pergunto o olhando Nathan - você estava nervosa ontem então pensei em de chamar para sair, soube que esteve na alcatéia do vira-lata. Esquece, não é hora para isso. / Diz sento um pouco gentil. - é incrível como a vida desmorona de uma hora para outra. / Falo me sentando em um banco tentando me acalmar. Nathan - oque aconteceu? Por que sua mãe tentaria se matar? / Pergunta me olhando, não queria falar mas como ele salvou minha mãe. - separação, meus pais estão se divorciando. / Falo olhando o céu. Nathan fica a me olhar e me abraça, não o conheço o suficiente mas o abraço de volta e começo a chorar, ele para de me abraçar e vejo que seus olhos estão vermelhos. - seus olhos. / Falo o olhando sem medo. Nathan - desculpa, o cheiro do sangue me deixa assim, ainda mais o sangue de pessoas como você. Tente se acalmar e tomar um banho. / Diz ele e eu fico pensando, como assim banho. - estou cheirando m*l? / Pergunto o olhando. Nathan - não é isso. Jonathan colocou o cheiro dele em você. / Diz e eu fico meio vermelha, lembro que Jonathan ficou se esfregando em mim na forma de lobo. - como você entrou na minha casa? Pensei que tinha que ser convidado. / Falo o olhando. Nathan - isso é mentira, falam isso para deixar as pessoas mais seguras. / Diz me olhando. - quer dizer que pode entrar na minha casa a qualquer hora? / Pergunto não muito segura. Nathan - eu não faço isso, as regras não permitem invasão. / Diz e eu fico confusa - regras? Nathan - vampiros seguem regras. - tenho que tomar um banho, estou com sangue em minhas roupas. / Falo indo em direção a minha casa. Nathan - sei que tem medo de vampiros mas nós não somos piores que lobisomens. Tchau ruiva./ Ouso um som e quando olho para trás ele já não está mais lá. Não entendo a implicância com Lobisomens que ele tem. Entro em casa, vou para o quarto da minha mãe, limpo o sangue no chão, depois de limpar tomo um banho frio, saio de toalha e fico olhando a casa cautelosa, pego uma roupa no armário e me visto. Saio de casa e vejo um carro parar em frente, vejo Jonathan a sair do carro, corro até ele e o abraço, ele retribuí. Jonathan - soube do que aconteceu. / Diz parando o abraço - pode me levar até o hospital? / Pergunto Jonathan - claro. Nós entramos no carro e ele começa a dirigir em direção ao hospital. Jonathan - o que aconteceu? - meu pai pediu divórcio hoje de manhã, acho que ela não aquentou a culpa. / Falo Jonathan - culpa? - minha mãe engravidou dele propositalmente, assim fazendo ele se casar com ela. Jonathan - oque exatamente aconteceu? - minha mãe cortou os pulsos, minha gata derrubou um vaso assim me avisando, ela já tinha perdido muito sangue...... / Paro e lembro do medo que fiquei. Jonathan - oque aconteceu? / Diz repetindo a pergunta. - Nathan a salvou. / Falo e Jonathan para o carro. Jonathan - por que ele estava lá? / Pergunta, sinto a irritação em sua voz. - ele simplesmente apareceu para ajudar. / Falo insegura. Jonathan - Nathan, nunca faz nada de graça. Ele vai querer algo em troca. É muito estranho ele aparecer lá naquele momento. / Diz querendo insinuar algo. - não quero pensar sobre isso agora! / Falo pois já passei por muita coisa. Jonathan - desculpa. / Diz voltando a dirigir. Não conversamos a viagem inteira até chegar no hospital, saio do carro de Jonathan e vou em direção a entrada do hospital, entro e falo com a recepcionista, ela informa onde minha mãe está, uma enfermeira me leva até a sala, vejo minha mãe desacordada, tem um médico na sala a olhando, ele é pálido e tem cabelos pretos, parece ter 30 a 40. Por algum motivo acho que tem algo de estranho nele. - olá. / Falo e o homem me olha. Médico - você deve ser filha da Laura. - conhece minha mãe? / Pergunto o olhando Médico - sim. Posso saber oque ela tomou para se curar? / Pergunta o homem me olhando. - ........sangue de vampiro. / Falo pensando que ele não vai acreditar. Médico - sabe a quantidade? - acho que menos de meio copo. Você sabe sobre os vampiros? / Falo o olhando Médico - sou um. / Diz calmo - vampiro médico? / Falo estranhando. Médico - algo contra? / Pergunta me olhando. - não, só pensei que vampiros ficassem longe de sangue. Médico - quando um vampiro tem controle ele pode ser oque quiser. Posso saber onde conseguiu o sangue de vampiro? / Pergunta me olhando curioso - um amigo apareceu e deu o sangue para minha mãe, ele pensou que era eu pelo cheiro do sangue. / Falo e ele me olha por um tempo. Médico - ele deve gostar de você ou quer seu sangue só para ele. / Diz o médico. - ele é um babaca, playboy i****a. / Falo sem pensar, ele me olha novamente. Médico - um vampiro não dá seu sangue facilmente. - eu o agradeci. Médico - posso saber quem de trouxe? / Diz o médico que parece saber que foi um lobisomem. - meu amigo. Posso saber como conhece minha mãe? / Pergunto o olhando. Médico - meu nome é Diego, conheci sua mãe na adolescência, fomos namorados. / Fico o olhando pasma, não sabendo oque dizer. - você é o namorado que ela disse que cometeu um grande erro? Médico - erro? você quis dizer ela terminar comigo e abortar nosso filho por eu ser um vampiro? / Diz o homem me olhando calmo. - ..............sabe onde está meu irmão Alain? / Falo mudando de assunto. Diego(medico) - um garoto ruivo está em outra sala com a namorada. - oque aconteceu? / Pergunto preocupada Diego - não posso dizer o estado de outro paciente. - como ficar longe de sobrenaturais? / Pergunto, se ele é mais velho deve saber Diego - termine a faculdade e saia dessa cidade. Você é rara, atrai outras espécies facilmente. / Diz o homem. - posso saber em que sala meu irmão está? / Pergunto o olhando Diego - vou te levar. Sigo o médico, vejo Jonathan sentando em uma cadeira me esperando, ele olha para mim, Diego para em frente a uma sala. Agradeço o médico e entro, vejo meu irmão ao lado de Eliza conversando. Alain - Agatha.... - acho que estou atrapalhando. / Falo me virando para ir embora, estou um pouco brava com ele. Eliza - espera, fique aqui. / Diz a loira me olhando. - oque aconteceu para estar no hospital? / Pergunto e eles me olham por alguns minutos. Alain - Eliza, está grávida. / Diz meu irmão não muito feliz. - preciso sair. / Falo me virando para ir embora. Passo pela porta e vou em direção a Jonathan, ele me olha preocupado. Jonathan - aconteceu algo? - quero ir embora. / Falo sem saber oque sinto nesse momento.
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