Na manhã seguinte, o sol apareceu tímido entre as nuvens. A chuva da noite anterior deixara o gramado úmido, e o cheiro de terra molhada espalhava-se por toda a fazenda. Helena caminhava sem destino. Passou pela varanda. Pelo antigo pomar. Seguiu até os estábulos. Ainda pensava no pai. Sentia sua falta. Por mais que ele tivesse errado. Por mais que a tivesse decepcionado. Ele ainda era seu pai. Mas não era isso que apertava seu peito naquela manhã. Era Dante. A forma como ele havia mudado quando ela mencionou a possibilidade de uma gravidez. Helena diminuiu os passos. Parou ao lado da cerca de madeira. Os cavalos pastavam tranquilamente. Ela apoiou os braços na cerca e ficou observando. Levou a mão ao próprio ventre por um instante. Nunca havia sonhado em ser mãe. Na ve

