Desde que Dante partira, a pequena casa nos fundos da fazenda parecia grande demais. Já não havia um filho para esperar todas as noites, nem roupas espalhadas pelo quarto, nem o cheiro do café que ele preparava antes de sair para o trabalho. Restara apenas o vazio. Ainda assim, Rosalha seguia sua rotina. Acordava antes do nascer do sol. Preparava um café simples. Fazia uma oração pedindo que Deus protegesse o filho, onde quer que ele estivesse. Depois seguia para o tanque, onde passava horas lavando roupas da família Beaumont. Era o único trabalho que conhecia. O único que lhe permitira criar Dante depois que fugira do marido. Naquela manhã, enquanto torcia um lençol branco, ouviu o barulho de um motor se aproximando. Ergueu discretamente a cabeça. Um carro preto, elegante e de

