Dante era apenas um garoto quando chegou na fazenda ao lado da sua mãe, não sabia ler nem escrever porque a mãe não teve condições de colocá-lo numa escola. Ela buscava emprego e abrigo, fugida de um marido abusivo e violento. Ela parecia disposta a fazer qualquer serviço em troca de um teto. Foi assim que os dois se instalaram numa casinha simples nos fundos da propriedade. O garoto so tinha 12 anos mais já era mais responsável que muito adulto. Gostava de tomar banho no rio, mais o motivo tinha nome e sobrenome ''Helena Beaumont'' a menina de olhos azuis e cabelos compridos era a coisa mais linda que ele já tinha visto, e mesmo ele sendo uma criança, sabia que ela não era para o "bico dele" então se mantinha longe, mais Helena gostava da companhia dele e sempre que dava ela corria para a velha casa, levava os seus livros e cadernos foi assim que ele aprendeu a ler e escrever…
Seu pai não gostava nada dessa amizade mais não via problema era só crianças, sendo crianças.
Mais tudo mudou quando Helena completou 15 anos, ela convidou o seu melhor amigo e ele não viu problema em ir, mais o pai de Helena viu… ele praticamente expulsou Dante da festa, o que deixou Helena abalada, ela subiu para o quarto aos prantos sem se importar com os outros convidados para ela Dante era alguém especial talvez mais que todos os outros ali presentes. Se deitou na cama embirrada, ela ouviu quando Dante bateu na janela, o sorriso que ela deu foi a coisa mais linda que ele viu os olhinhos cheios de lágrimas, ele entrou sem fazer barulho.
- Não fique chateada com seu pai. Sabe que o que ele fala não me atinge em nada.
- E como não? Se ele expulsou você da minha festa.
- Eu trouxe algo para você.
- Não deveria ter gasto o seu dinheiro, sabe que não me falta nada.
- Então vou levar o presente de volta. Ele falou divertido...
- nao , me mostra!
Ele retirou um pequeno colar feito de conchas e pedras coletadas do rio.
- Não me custou nada anjo, e todo feito a mão.
- E lindo! Obrigada. Ela abraçou-o, Dante ficou imóvel ficava desnorteado quando ela o abraçava, a pele estava arrepiada algo na sua barriga doía, não sabia que era, mais so sentia aquilo quando ela se aproximava daquela maneira.
- Dante eu… Eu queria pedir algo a você. sabe eu… Eu nunca, como eu posso dizer?
- desembucha anjo!
- E que eu quero um beijo! Ela fechou os olhos com vergonha, depois abriu, pois precisava de ver com os seus próprios olhos qual seria a reação dele.
- Não vai falar nada?
- Anjo eu… sabe que não posso! Seu pai ele ,...
— Meu pai não está aqui! Por favor, Dante, tecnicamente ainda é o meu aniversário... quero muito isso, eu… Eu gosto de você.
Ele queria, também gostava da menina de olhos azuis mais não sabia se aquilo era certo ele já era maior de idade e ela tinha acabado de completar 15 anos… mais a ver assim tão desejosa acabou com toda a sua sanidade, por um minuto quase fez o que ela queria, mas não fez ele levantou e passou a mão pelos cabelos desesperado.
— Não posso fazer isso anjo, não posso mesmo.
Helena permaneceu em silêncio. As lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto encarava Dante, que evitava olhá-la nos olhos.
— Você... não gosta de mim? — perguntou com a voz embargada.
Dante fechou os olhos por um instante.
— É justamente porque eu gosto de você que não posso fazer isso.
— Eu esperei tanto para criar coragem...
Ele respirou fundo.
— Você ainda tem muita coisa para viver, anjo. Um dia vai entender. não posso fazaer isso .
Helena enxugou as lágrimas com as costas da mão.
— Eu não quero entender.
Dante sorriu com tristeza.
— Eu sei.
Por um momento, nenhum dos dois falou.
Dante pegou delicadamente o colar de conchas que havia feito.
— Posso colocar?
Helena assentiu.
Com cuidado, ele colocou o colar no seu pescoço. Os seus dedos tocaram de leve a sua pele, fazendo os dois prenderem a respiração por um segundo.
— Promete que nunca vai tirar? — perguntou ele.
— Prometo.
Ela segurou o pingente entre os dedos.
— Assim, mesmo quando você estiver longe... vai lembrar de mim.
Dante sorriu de canto.
— Eu nunca conseguiria esquecer você.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, ouviram passos vindo pelo corredor da casa.
— Helena! Onde você está? — gritou seu pai.
Os dois se assustaram.
Dante deu um passo para trás.
— Vai. Seu pai está procurando você.
Ela segurou a sua mão por apenas um segundo.
— Preciso ir.
Helena soltou a sua mão devagar.
Dante saiu pela janela do quarto antes que alguém o visse.
Enquanto caminhava sozinho pela estrada de terra, sentia o coração pesado.
Naquela noite, ele compreendeu que amava Helena Beaumont.
E, justamente por amá-la, faria de tudo para protegê-la... até mesmo de si.
Quando ela abriu a porta seu pai estava la.
- Horas não faça essa cara, sabe muito bem porque expulsei aquele insolente, se me ouvisse evitaria tal constrangimento. E a parti de hoje Dante não e mais bem-vindo nessa casa, ele já não e mais aquele pirralho e você não deve se relacionar com esse tipo de gente.
Quero um futuro promissor para você, ou quer acabar se tornando uma lavadeira também?
- Qual o problema? Diga-me papai.
- O problema e que eu não quero e não vou permitir!
- Pois fique o senhor sabendo meu pai, que eu o amo, amo Dante com todo o meu coração, e um dia vou embora com ele. O senhor gostando ou não!
Joaquim ficou furioso com Helena, ele nunca havia batido na filha... mais estava de cabeça quente, e tomado pela raiva acabou perdendo o controle.