As claras...

1010 Words
Paty . . . O final de semana do casamento finalmente chegou ao fim, quis ir embora algumas vezes mas não tive como sair de lá sem dar algumas explicações sobre o por que ir embora mais cedo, não estava pronta para ter essa conversa com a Belle ainda, está tudo um caos na minha cabeça agora, não sei como eu não vi isso antes, estava o tempo todo na minha frente, sempre esteve lá a manipulação toda dos meus pais. Eu quis muito o meu filho, mesmo não o perdoam entendi que achavam está fazendo o melhor para mim, Cae tinha me abandonado grávida, eles trabalham tanto isso na minha mente, me dizendo o quanto seria vergonhoso, e agora do nada descubro que eles armaram para eu ceder a pressão e aceitar o abort0. Abro a porta de casa chamo pelos meus pais. gritando eles na verdade. - Mãe? Pai?... Estão em casa. Oi? - O que é isso menina, está louca? - meu pai responde. - Oi filha? - Há aí estão vocês. - analiso suas feições. - Como foi o casamento? - minha mãe pergunta. - Foi ótimo. Vocês realmente deveriam ter ido. - minha mãe mexe os ombros. - O trabalho não nos permitiu querida. - O trabalho ou o medo do encontro com Caetano. - meu pai nitidamente fica com raiva. - Esse assunto depois de tantos anos Patrícia. - ele franze as sobrancelhas. - Vocês ligaram para os pais dele? - Hum? - Avisando que íamos fugir? Vocês sabiam que eu ia fugir? Naquela noite do jantar, quando eu voltei. Fingiram estar dormindo e que não sabiam de nada? Mas na verdade sabiam. - começo acusar ao invés de fazer perguntas. - Não! Claro que não querida, você ia fugir de casa? - o olhar da minha mãe não n**a que estava mentindo. - Não precisamos mais mentir Vanda, sim ligamos. Eu vi que você estava saindo de casa com uma mala, e liguei para os pais dele. E foi muito melhor assim. - meu pai falar de forma natural. - Mentiram para mim. - acuso. - Você nunca perguntou. - o sinismo do meu pai me deixa perplexa. - Há então eu tinha que fazer perguntas. então vamos lá. Também esteve com ele fora do país e ameaçou me deixar sem um centavo se ele continuasse a tentar ficar comigo, tentar fugir para ficarmos juntos? - Vocês não aceitavam as coisas como deveriam ser, eu tive que tomar medidas extremas Patrícia, ou ele entedia que eu não queria aquele relacionamento ou eu realmente te expulsaria de casa. Sem um centavo se quer. - não vejo um pingo de remorso na sua fala. - Como pode? - um no seu forma na minha garganta. - Foi preciso - ele dá de ombros. - Ele me ligou quando saiu do colégio interno, não é mesmo. Mãe, por que não me contou. - meu rosto já estava cheio de lágrimas. - Querida já tinha se passado muito tempo, você finalmente não passava mais as noites chorando. Eu fiz o que julguei melhor para você na época, por que te avisar e reviver aquela ferida. - Ferida que vocês causaram! - Não a imaturidade de vocês causou! - Como pode? Como teve coragem de me ver chorando noites e noites, Achando que ele tinha me abandonado por dinheiro e não me contou, Vocês são dois monstros. - Como eu pude? Como você ousa vir aqui depois de tantos anos me cobrar alguma coisa? Sua mimada! Teve uma vida de princesa, estudos, viagens, tudo do melhor, e mais caro. Acha mesmo que teria sobrevivido de "amor"? Acha mesmo que aquele filho seria a melhor escolha pra você? - meu pai grita se levantando da mesa. - Roger, por favor, se acalme. - Me acalmar? Acalme sua filha. - eu estava perplexa. Como eu não percebi isso antes, como não vi que eles eram totalmente capazes de fazer isso e muito mais. Patrícia sua i****a, eles mataram seu filho o que não esperar deles. Acha mesmo que isso seria difícil pra eles. - Que burra que eu fui. - Querida, vamos nos acalmar. Fizemos tudo isso pro seu bem. Você está muito melhor hoje em dia. Para quê reviver essas coisas. - Muito melhor? Mãe eu estou destruída por dentro. Uma coisa quebrada que nunca mais será consertado. Meu filho nunca mais vai voltar. Você sabe o que é isso? Sabe o que é perder um filho. Óbvio que não se soubesse não teria me obrigado a isso. Sabe o que é perder o amor da sua vida! Eu estive sozinha nos últimos 5 anos e vocês não me viram de verdade. Achavam que eu estava bem, mas na verdade eu tive que lidar com minha bagunça completamente sozinha. Ele ao menos poderia estar ao meu lado. - Não fale sobre o que você não sabe, Patrícia.... - minha mãe responde com amargura. - Chega desse assunto. Patrícia, você não é mais uma garotinha. Não aja como se sua vida estivesse sido um martírio por que não foi. Você poderia muito bem depois que completou seus 18 anos ter ido viver sua vida. Mas não quis. Ficou e usufruiu de tudo do bom e do melhor que eu e sua mãe te demos. Então não. Eu não vou me culpar ou ter remorso por você está bem criada e sem um peso atrasando sua vida. E um namorado que não poderia ter te oferecido nada. A família dele não queria e eu muito menos. - Um peso... Você realmente e tudo que dizem ao seu respeito pai. Sua palavras contaram como navalha. Dói muito saber que meus pais fizeram isso comigo. Dói saber que fui manipulada desta forma. Saí de casa não querendo voltar nunca mais. Meio perdia sem saber pra onde vou, o que fazer.. quando dou por mim estou parada na frente do prédio de Belle. Sei que ela deve estar casada, mas eu preciso muito da minha amiga hoje. Felizmente ela me atende no segundo toque.
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