Alguém?

1311 Words
Caetano . . . Estamos a horas trancados nesse quarto, entre conversa e sex0, Paty e eu estamos colocando muito papo em dia. - Eu preciso ir ao banheiro. Espera... – prendi ela na cama - Vai me solta Cae eu preciso de uma minutinhos. - Posso ir junto? - dou um beijo casto nela. - Não Cae, fica aí. Da última vez, nós demoramos horas lá dentro tomando banho juntos. - faço cara de cachorro que caiu da mudança. Ela ri da minha cara. - Por favor... - Cae eu não vou fugir. Eu preciso usar o toalete. Vai me solta. A única saída é bem aqui na sua frente. - ela aponta para a porta, desde ontem a noite acho que só abrimos essa porta duas vezes para receber a comida. - Tá bom. – deixo ela ir. Ter Paty em meus braços novamente é fantástico. Eu estou como uma criança que acabou de ganhar seu primeiro presente raro, queria estar com ele o tempo todo. Na verdade, Patrícia é um presente na minha vida. E desta vez, eu não vou permitir que nada afaste ela. Dou uma olhada na hora e já passava das oito da noite. Nossa não tinha me dado conta de que já está de noite, estávamos tão ocupados matando a saudade que não vi a hora passar. Eu estou morrendo de fone e ela deve estar também. Depois de alguns minutos ela saiu do banheiro. - Não demorei viu. - Ela sai enrolada em uma toalha. - Tomou banho. E não me chamou. - fingindo decepção, colocando a mão no peito. - Eu precisava de uns minutinhos sozinha. Prometo que no próximo você pode ir junto comigo. - dou um beijo. - Está com fome? - Nossa! Agora que você falou, estou sim. - Vou pedir alguma coisa pra comer. Algo em específico? - Qualquer coisa. - ela pega minha camisa que está na poltrona. Patrícia é uma linda mulher, seu rosto era angelical. Esse sorriso doce de menina e uma garra de mulher, diversas vezes me pego pensando no quanto ela é forte, por superar tudo que passou sozinha sem apoio de ninguém. Eu a admiro ainda mais por isso. Pela sua força e sua garra. Só eu sei o inferno que passei, sabendo de toda verdade. Imagino ela que achava que eu tinha abandonado. - Boa noite senhor. - Boa noite. Qual o cardápio de hoje? - Temos hoje: *Tagine de frango makful.* *Filé de salmão da Tasmânia com purê de cenoura holandês* *Carbonara de primavera* Passo as opções para Patrícia. Ela pensa por um segundo. - Carbonara. - Um Tagine e um carbonara. - Ok senhor. De sobremesas, temos: * Cheesecake* *Blackout* *Abacaxi Grelhado Pimenta Preta* - Dois Cheesecakes por favor. - peço também uma garrafa de vinho, encerro o pedido. Quando me viro, ela está me olhando com as sobrancelhas erguidas. - Como sabia que eu queria a Cheesecake? - Das opções oferecidas é o que você mais gosta. - Eu posso ter mudado de gosto, sabia? - Mesmo? - verdade eu não pensei, tantos anos longe dela - Eu posso mudar. Ligo e peço pra trocar. - ela estava rindo. - Não, é brincadeira. - vou pra cima dela fazendo cócegas. - Está tentando me engana dona Patrícia. - ela dá gargalhadas, as mais belas que já ouvi na minha vida. - Eu não, você que foi todo metido pedindo o que não sabe nem se eu ainda gosto, a mesma coisa fez com a comida chinesa ontem, gostos mudam sábia. - ela continua rindo e eu apreciando cada vez mais a bela mulher que ela se tornou. Quando fomos separados, ela era apenas uma menina. Agora não, estava diferente. Mais adulta. Mais mulher. E eu amava cada mudança perfeita que seu corpo fez. - Eu te amo. - ela para de sorrir, respira fundo. - Caetano, não podemos simplesmente esquecer os cinco anos vividos, temos muita carga agora. - Eu sei, mas ainda assim eu te amo. E não precisa me dizer isso ainda, mas eu sei que você também me ama. - nosos olhos ficam conectados, estou pronto a me impulsionar dentro dela novamente quando a campainha tocou. O jantar está divino. O vinho que escolhi é ótimo e ornar perfeitamente com a comida, a nossa conversa fluía normalmente como se nada tivesse acontecido. Tínhamos muito conversa para pôr em dia, e isso está sendo muito bom. Estamos falando de carreira agora. - Optei por fazer design gráfico. - Mesmo - ela realmente não quis saber da minha vida nesses últimos anos. A julgar pela sua surpresa. - Seu pai não pirou? - Quando descobriu ele ficou uma fera. Achou que estava pagando direito. - ela rir. - Mas eu não mudei e ele no final aceitou já estava terminando, quando contei pra minha mãe. Consegui um estágio bacana em uma das melhores empresas dos estados unidos, o dono até me ajudou quando eu saí, abri minha própria empresa recentemente, já comecei a pegar algumas contas aqui no Brasil, também, minha intenção sempre foi voltar. - Que bom, eu acabei fazendo arquitetura. - olho para ela sem entender. nunca demonstrou interesse por isso. - Você sempre quis moda, e seu pai direito. o que aconteceu? - É. Mas gostei da arquitetura. Me apaixonei na verdade, ele foi totalmente contra, depois de muito discussão minha mãe convenceu ele de que eu não tinha muito jeito para ser advogada. - Fico feliz. - Er... E a vida amorosa? - paro de comer. - Patrícia... - O que? Eu sei que você não "esperou" por mim esse tempo todo. - Bebê não faz isso. - realmente não teve nenhuma namorada. Mas fiquei sim com algumas mulheres, e se ela souber disso vai ficar brava demais. Paty sempre foi muito ciumenta, sei que mesmo estando separados isso pode causar uma indisposição com ela. - Calma, eu só quero saber se teve alguma coisa importante que fez você pensar se deveria mesmo voltar. Alguém que talvez você quisesse... - Não! Tá legal.- jamais houve alguém que me fez repensar meu objetivo, teve a Daniele que ficamos algumas vezes por algum tempo mas nunca foi sério. - Não houve e nem vai haver alguém tão importante quanto você na minha vida. Eu te amo Patrícia. - ela sorri. - Bom e você? Conheceu alguém? Além do Fernando. - Eu namorei por algum tempo, com alguns caras, Matheus foi o que mais durou... Mas quando ficou sério eu caí fora. Não estava pronta. - Matheus é... - Para. Eu não tinha pelo que esperar. - Há... e eu tinha que ter ficado sem ninguém é isso? - Não. Quer dizer não sei... Sei lá... Eu acho que não. - me aproximo dela e dou um beijo. - Boba. Meu bebê ciumenta que só. Ninguém vai ser tão importante quanto você na minha vida. Agora eu quero saber mais desse Mateus aí.. - Não. Não mesmo Matheus já é passado a muito tempo. Não vamos mais falar dele. Nem de nenhuma outra mulher que passou na sua vida, ok?! - Por mim, tudo bem. Terminamos nosso jantar e ficamos ali deitados agarradinhos só sentindo o momento, a respiração um do outro. Estar com ela em meus braços novamente é maravilhoso e eu sei que agora nada vai nos separar, ela está com muitas reservas ainda, Mas agora seremos pra sempre nada que os nossos pais possam fazer vai estragar isso. Sei que no início vai ser difícil, mas eles terão que nos aceitar porque desta vez não somos mais adolescentes sem forças, agora somos adultos e queremos pertencer um ao outro. Dou um beijo na testa dela e vejo que já está dormindo. As últimas horas foram realmente exaustivas Vou deixar que descanse. Felizmente não demora muito pra que eu sinta meus olhos pesados também.
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