Paty
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Os dias foram passando, e cada novo dia Cae e eu, estamos nos reconectando mais, parece surreal como ainda temos uma conexão muito forte. Estávamos tão felizes com o rumo das coisas que eu tenho medo, como se alguma coisa r**m fosse acontecer a qualquer momento e estragar tudo, sei que parece bobeira da minha cabeça, mas algo me diz que nem tudo é flores.
As meninas sempre falam que é coisa da minha cabeça, mas eu não sei, sempre que estamos juntos, parece que algo vai acontecer para nos separa novamente. A última vez que me senti tão feliz do lado dele, passamos 5 anos separados, às vezes pode ser só meu subconsciente me sabotando mesmo, não sei. sei que tem alguma coisa, meus pais, os deles.
Não vejo os dele a muito tempo, desde o casamento na verdade, que ficaram me olhando de cara feia. Com os meus as coisas andam bem complicadas, minha vêem tentando contornar as coisas, mas tudo fica muito difícil quando a possibilidade de uma volta com Cae fica em evidência.
- Paty? - meus pais me chamam pouco antes de eu sair de casa.
Ainda não consegui estabelecer uma conversa decente com eles, principalmente com meu pai, o assunto sempre fica hostil e pesado. A verdade é que eu desisti de tentar. Por isso mesmo estou procurando um apartamento.
- Sim. - pergunto indo até a sala.
- Vai sair? - minha mãe pergunta.
- Sim, vou para a faculdade, depois sair com as meninas.
- Queremos conversar com você, Pode voltar para o jantar? - minha mãe pergunta.
- Não vai dar mãe, eu já tenho compromisso para o jantar. - vejo a fisionomia do meu pai mudar.
- Patrícia, sei que está nos evitando. - ele diz fechando o jornal.
- Não estou pai, eu realmente tenho planos para o jantar. Na verdade eu vou jantar com o Cae, estamos nos encontrando nos últimos dias. - sei que foi imaturo da minha parte tocar no assunto quando eu sei que ele incomoda, mas eu disse só para provocar mesmo. Engraçado é que parece que meu tir0 saiu pela culatra, nenhum dos dois falou nada. - Então tudo bem marcar esse jantar outro dia, já que eu vou jantar com o Cae. - provoco mais um pouco. - meu pai dá um pigarro antes de começar.
- Tudo que eu fiz, pode não parecer, mas foi procurando o melhor para você Patrícia, e mesmo que você me odeie para sempre foi o melhor na época, ambos sabemos disso. Você e ele não estavam preparados, e depois manter vocês separados foi um pouco de arrogância da minha parte, mas essa parte eu confesso que foi por orgulho, o menino é persistente, eu só quis mostrar o meu poder. Mas agora você não é mais uma criança, pode tomar suas próprias decisões. Então sua mãe e eu conversamos e decidimos não nos meter mais nisso, se quiser ficar com ele fica, se não quiser você é quem sabe, nada vai mudar, seus cartões estão ativados, as mensalidades da faculdade também continuem indo para empresa, e gostaríamos que você não saísse de casa, ao menos não agora.
- Qual a pegadinha? - deixo a minha bolsa no chão e caminho até ele.
- Não tem pegadinha querida.
- Até semana passada a história era bem diferente, você disse que cortaria meus cartões e deveria ir no RH da faculdade para assumir as mensalidades, por que mudou assim do nada? - cruzo meus braços e fico encarando ele.
- Como a sua mãe disse não tem pegadinha, eu sou um bom advogado, um ótimo advogado na verdade, minhas taxas são altíssimas, e não foi do nada que cheguei onde estou eu sempre soube as batalhas que eu deveria travar, por isso meu índice é tão alto. Essa batalha já começou perdida, e eu consigo me dar conta disso agora, por isso estou estendendo a bandeira branca. - um silêncio se instala.
- Tá - foi só o que eu disse. - Eu tenho que ir, estou atrasada.
- Boa aula querida, bom jantar também. - minha mãe diz.
- É... obrigada. - sai dali acreditando estar em uma realidade paralela, se eu acreditasse nessas coisas diria que meus pais foram abduzidos e substituídos por esses dois.
(...)
Depois da faculdade encontro as meninas para almoçar.
- Meninas - comprimento elas.
- Oi, achei que não viria mais. - Dora reclama.
- Peguei um pequeno trânsito. - pedimos a comida e começamos a conversar.
- Podíamos pegar um cineminha hoje a noite? - Nik diz.
- Eu não posso, Ale já está me ligando quer do que eu vou para casa descansar.
- Eu tenho um jantar com Cae.
- Hum, jantar com Cae.
- É, estamos nos vendo cada vez mais nos últimos dias e hoje ele quer jantar hoje, qual o problema ainda não é nada muito sério.
- Amiga, você quer enganar a gente ou a si mesma? - Belle pergunta.
- Sempre foi sério entre você e o Cae Paty - Dora fala.
- No dia do casamento deu para perceber mesmo, que a coisa entre vocês não acabou. Por que fica insistindo em um fim que nunca existiu? - Nik pergunta.
- Não sei gente, acho que a gente só está se curtindo, sabe, nada muito sério, foram muitos anos separados, eu segui minha vida, ele também não ficou parado esperando por mim.
- Acredita mesmo nisso? - Nik pergunta.
- E claro que não, ela sabe que nunca esqueceu ele.
- Tá legal meninas, é verdade, eu amei ele todos os dias desses 5 anos separados. Mas as coisas são diferentes agora.
- Diferentes como? Você descobriu toda a armação que foi feita para vocês dois, por que não esquecer isso e seguir em frente.
- Por que tivemos muitas histórias nesses últimos anos, muitas pessoas passaram pela nossa vida.
- Então é isso. Está com ciúmes do passado dele.
- Não, seria besteira.
- Exatamente. Todo mundo teve um passado, não pode sentir ciúmes disso.
- É só que nós não somos todos mundo, não é fácil resetar feridas.
- Paty...
- Mas eu estou deixando as coisas acontecerem. - corto o assunto. - Então vamos trocar o assunto.
- Vê se acorda antes de perder novamente o grande amor da sua vida. - Belle fala.
Depois do almoço e algumas compras, vou para casa, meus pais não estão. estranho não me disseram que ia sair.
Começo a me arrumar para meu encontro com Cae, tomo um bom banho, escolho a roupa, uma maquiagem leve, e deixo meus cabelos soltos.
Está finalizando minha arrumação, quando chega às mensagens dele, querendo saber se já estou pronta.
Sai pela porta ele já me espera na entrada. seu sorriso vai de orelha a orelha quando me vê.
- Você está magnífica. - me entrega um buquê de flores.
- Obrigada. - me dá um beijo casto e abre a porta do carro. - Para onde vamos?
- Surpresa! Mas eu tenho certeza que você vai amar.