Não há mais tempo para nós.

1390 Words
Paty . . . Quando acordei estava mais calma. A dor no meu peito já não me sufocava tanto, apesar de ter a certeza que ela sempre estará lá, me assombrando. Preciso voltar para minha realidade e descobrir o que vou fazer da minha vida de agora em diante, não sei se ainda quero morar com os meus pais, ou se quero reviver com Cae uma coisa que já está no passado. No meu celular tinha enumerar chamadas perdidas da minha mãe e de Caetano. várias mensagens também. "Precisávamos conversar." "Me liga." "Eu te amo." "Filha por favor volta pra casa e vamos resolver isso." "Só estávamos pensando no seu bem." " Eu não vou desisti de nós dois bebê" Ignoro todas no momento, não quero falar com eles agora, preciso de tempo para analisar minhas opções. - Bom dia. - Belle estava sentada a mesa com um pote de sorvete e uma xícara de café. - Bom dia. Melhor? - ela abre um sorriso. - Sim. Obrigada. - sento na sua frente. - O que é isso? - faço careta para sua mistura doida. - Café da manhã. Quer? - ela estica o pode e pude perceber a mistura doida de café e sorvete. - Você só pode ser louca. - torço o nariz. - Hum. Está uma delícia tá. - ela faz uma pausa. - Cae ligou. - ela fala com cautela. - Enumeras vezes pro meu celular também. - digo baixinho . - Você já sabe o que vai fazer a respeito de vocês dois? - para piorar ela coloca um pouquinho de ketchup na sua mistura doida. - dessa vez não consigo evitar a cara de nojo. - Por que se ele não te abandonou, talvez... - É tarde pra nós dois Belle. Não há nada o que se fazer. Seguimos nossas vidas. Esses 5 anos foram bem intensos, acredito que para nós dois. - Bom, pelo que você me falou esses 5 anos para ele foi em prol de volta pra você. E pro amor nunca é tarde. Veja o meu caso eu realmente achava que André era o amor da minha vida. E hoje não me imagino sem meu Ale. - Então, se hoje você é muito mais feliz sem o André. Por que eu não posso ser sem ele. - Mas a história de vocês dois foi interrompida. Não foi como se vocês tivessem opção de tudo que aconteceu. - A sua com André também Belle, se você conseguiu amar outro por que eu não posso? - É diferente Patrícia. Eu escolhi seguir esse caminho. Mesmo inconsciente eu escolhi o Alexander. Seus pais escolheram por vocês. E isso não e justo. Você também nunca esqueceu ele. E não consegue ficar com ninguém de verdade a nãos. Sempre sabota sua felicidade com outra pessoa. Por que sabe que Cae e seu feliz pra sempre, ano a pós ano vejo caras incríveis sair com o coração partido de uma relação com você por que simplesmente não consegue confiar em ninguém. acha mesmo que esse é o caminho? Seu feliz para sempre é o Cae. - Eu não sei Belle. E essa história de feliz pra sempre não existe. Para de graça. – ela me olha chocada. - Existe sim! e se me lembro bem você sempre acreditou no amor, nos contos de fadas, desde quando ficou tão dura? - Desde quando as bruxas da minha história se tornaram mais reais do que o príncipe. - ela larga o que está comendo. - Conversa com ele. Tenta pelo menos Patrícia, nós sabemos que você jamais deixou de amar ele. Mesmo anos sem ver ele, ainda assim ele sempre foi o amor da sua vida desde que tinha 7 anos de idade. - fico analisando suas palavras - Eu não acredito que o amor de você tenha mesmo caído no esquecimento.Me lembro de de uma menina completamente apaixonada me dando apoio quando meu coração está a partido, ela acreditava em amores épicos. - Mataram aquela menina a alguns anos Belle. - esfrego a medalhinha que fica presa no meu cordão. tenho ela a muitos anos, estava passeando um dia pelo shopping, quando vi essa medalhinha na joalheria, mandei fazer a data e o nome dele, raramente eu a tiro desde então. - Eu sei onde ele está hospedado. - Belle me encarava com cara de quem esperava uma resposta. - Tudo bem, tá, eu vou falar com ele, nos devemos uma conversa mesmo. Meia hora depois eu estou na frente do hotel onde ele está hospedado. Tentando tomar coragem para subir, respiro fundo algumas vezes. A cada andar que o elevador sobe, minha respiração fica mais rápida. Finalmente sétimo andar, quarto 705. Toco a campainha. Até que escuto passo. Cae, abre a porta, seus olhos ficam arregalados. - Patrícia?- ele me olhou assustado - Oi, o quê faz aqui? - Oi... podemos conversar? - seus olhos brilham de felicidade. - Posso entrar? - ele parece despertar. - Claro! Entra.. - ele finalmente se toca de que estávamos parados na porta. - Eu não esperava você aqui. - É... Eu também não... Mas aqui estou eu. - aperto os lábios e reviro os olhos - É. e aqui está você... – ele abre os braços apontando para o quarto, seus olhos brilham.- Que beber alguma coisa? - Água. - minha garganta está seca. - Claro, água. - ele faz um sinal com as mãos visivelmente nervoso, o quarto era grande e aconchegante, com uma mini cozinha com bar, lugar para refeições uma porta no que me pareceu um closet e outra que provavelmente era o banheiro, a cama fica bem atrás do que pareceu uma sala. Me lembrava muito das "quitinete" acho que era esse o nome, Belle me fez ir fazer trabalho social com ela uma vez, era bem desse estilo as casinhas onde fomos, só que aqui é com bem mas requinte. Não muito, mas o suficiente para um hotel três estrelas. - Sua água. - ele me entrega o copo - Senta. - ele aponta o sofá. - Obrigada. - dou um gole na água. Estou meio perdida, não sei exatamente por onde começar. um silêncio assustador se instala. - Não esperava mesmo ver você aqui. - ele finalmente fala. - Belle me deu seu endereço. Espero não estar incomodando. - Jamais Bebê, eu sonhei com essa conversa por anos, ensaiei mil formas diferentes na minha cabeça, de como seria poder esclarecer tudo com você. - Eu confrontei os meus pais. - ele espera calado para eu continuar. - Por que eles fizeram isso com a gente? - Cae vem na minha direção se ajoelha na minha frente, leva sua mão ao meu rosto. - Não chora bebê... - foi aí que me deu conta de que lágrimas saiam dos meus olhos. Eu não chorava por anos e agora não consigo parar. - Já passou... - Não! Não passou. você não tem ideia do que eu passei Caetano, não faz ideia de como doei e dói até hoje. - Não precisa mais doer bebê, eu sei que nunca vamos esquecer o nosso filho, mas podemos ficar juntos e ser felizes novamente. ao menos essa parte não precisa mais doer... - ele se aproxima lentamente, eu sabia o que ele está prestes a fazer, mas não consigo me mover, estou hipinotizada com seus olhos, por muitas vezes me vi neles e agora depois de tantos anos ele está aqui, nossos lábios se tocam, sinto a magia do momento e logo em seguida lembra que 5 anos e muita bagagem emocional nos separam agora. Então afasto ele. me levanto com pressa. - Não podemos Cae, não dá. - Por que não, se a gente se ama. - É tarde demais para nós dois Caetano, não somos mais aquelas crianças apaixonadas, muito menos aqueles adolescentes loucos para começar uma família. - Não, Patrícia ainda podemos. - Eu queria que fosse diferente, mas a minha vida está uma confusão agora e eu não posso tentar resolver nossos problemas agora, não isso lidar com mais isso no momento Caetano, eu sinto muito mas é tarde demais para nós. Desculpa. Eu tenho que ir... - Eu não vou desistir de nós Patrícia! - ele diz. Não paro para escutar mais nada, pego minha bolsa e saio dali o mais rápido possível.
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