Reconciliação...

1316 Words
Paty. . . . Chegar em casa não me deixou bem, fiquei parada no carro por um tempão pensando se entraria ou não, não sei se estou preparada para uma conversa com meus pais. - Filha onde esteve te ligamos enumerar vezes? - mamãe me pergunta assim que passo pela porta. - Eu estava com a Belle e com Caetano. - o silêncio se instala. - Você só pode está de brincadeira garota. - Não estou pai. - digo com naturalidade. - Sabe Talvez a gente se acerte agora. - digo para provocar. Nós conversamos e nos entendemos. - Não é bem verdade. - Não vão, vocês não vão ficar juntos! - ele grita com raiva. - Patrícia minha filha você não pode realmente ainda gosta desse garoto. Tantos anos as coisas mudaram. Vocês mudaram. - Você tem razão mãe. Muito tempo se passou mesmo. E quer saber eu bem sei realmente se a gente pode retomar o que se perdeu. Mas agora não somos mais dias crianças, vocês não podem mudar isso. - Você que pensa Patrícia. Eu não autorizo esse relacionamento. - meu pai diz. - Bom pai. Isso realmente é uma pena. Mais como eu disse somos dois adultos agora. Caetano tem sua própria empresa que vai bem. Tenho o dinheiro que a vovó deixou. Foi um bom dinheiro e posso me virar com ele. Talvez eu siga minha vida de agora em diante. - A herança da sua avó não duraria um mês na sua mão Patrícia. Você não sabe viver com pouco. É uma patricinha mimada. - Bom vou ter que aprender não é mesmo? - meu pai ficava cada vez mais vermelho - Eu realmente não queria ir embora. Pensei muito, e não quero ficar guardando raiva de vocês dois, mesmo que errado acredito que me amam e que achavam que estavam fazendo o melhor. Mais se realmente vai ser assim eu dou o meu jeito. Caetano e eu não estamos juntos e nem sei se vamos, mas eu não vou permitir que vocês dois ou qualquer outra pessoa decida minha vida de agora em diante. Não espero resposta deles e subo para fazer minhas malas, tenho o dinheiro que minha avó deixou a dois anos, quando ela morreu. Da pra terminar minha faculdade e me manter por um tempinho até resolver o que fazer, É verdade que ele não vai durar pra sempre. Mas deixar que eles controlem minha vida outra vez está fora de cogitação. Estava descendo as escadas com duas malas quando minha mãe me chamam. - Patrícia. - Sim. - Filha, por favor não vai. Realmente não precisa ir embora. - Preciso sim mãe, não existe clima para ficar aqui, as coisas fugiram muito do controle, papai tem razão eu deveria ter ido assim que completei meus 18 anos. Foi hipócrita da minha parte achar que deveria continuar aqui depois do que aconteceu. - Eu não vou pedir desculpas pelo que eu julguei ser o melhor para você filha. - meu mãe começa. - Talvez eu tenha passado de alguns limites. - Alguns? - Eu realmente achei que era o melhor para você. Você é minha única filha Patrícia, eu sonhei com um futuro brilhante para você. E ter um bebê aos 17 não estava nele. Vergonha também pelo que todos os nossos amigos iam acham disso... Mas se quiser ficar, eu vou tentar uma convivência pacífica, Por você. Porque eu te amo, você é minha única filha. - lágrimas estavam rolando dos meus olhos e nos da minha mãe. - Não sei se dar mãe, papai nunca vai aceitar que eu não viva mais sobre suas rédeas e confesso que sempre foi cômodo, mas eu cansei. - A intenção nunca foi essa querida. - minha mãe fala. - Só que vocês não queriam entender que não deveriam ter aquele bebê e depois a audácia de vocês dois a rebeldia nos levaram a lugares que vão marcar as nossas vidas para sempre. Esse rapaz, Caetano. Insolente que só. Me lembro bem quando seu pai chegou da casa da avó dele, como ele disse que viveria do próprio dinheiro e voltaria pra você. Eu andei acompanhando sua vida nos últimos anos. Me parece um bom rapaz. Me lembra muito de um certo jovem disposto a crescer na vida. Quase me esqueci dele nos últimos anos. – ela sorriu. - Seu pai e eu também tínhamos muitos planos e fizemos escolhas. Nós sempre amamos filha. Nunca duvida disso. Pode não ter sido a melhor coisa que fizemos por você. Mas sempre foi pensando no seu bem. - Eu sei mãe... Mas ainda assim doeu muito. - Eu sei que dói filha. Eu sei... Essa perda jamais vai ser esquecida pelo seu coração, mas posso afirmar que com o tempo você consegue trancar essa triste em uma caixinha lá no cantinho do seu coração. - uma lágrima escapa dos olhos da minha mãe. Eu sabia que ela queria dizer alguma coisa com " não fale do que você não sabe" na nossa última conversa. - Quando foi? - ela fica em silêncio por alguns segundos. - último ano da faculdade. Fiquei doente e precisei de antibióticos, eles cortaram o efeito do anticoncepcional... Pensámos muito a respeito e resolvemos que era a melhor escolha. Tínhamos planos pro nosso futuro. Foi a decisão mais difícil da minha vida, Mas eu sabia que era a acerta. - Você poderia ter tido o bebê mãe o papai ia acabar aceitando. Não precisava ter feito isso... - Querida, essa escolha não foi inicialmente do seu pai. - fico em choque - Só um minuto. - ela sai por um minuto e volta com uma caixinha na mão - Quando fiz o exame. Logo liguei para o seu pai pra contar. Eu estava apavorada toda uma vida de planos. Quando seu pai chegou ele me trouxe isso e um buquê de flores. - ela sorriu, quando eu abri a caixinha tinha um par de sapatinho amarelo, meus olhos se encheram de lágrimas. - Ele estava tão feliz que finalmente íamos começar a nossa família. Foram 2 dias para conseguir fazer ele compreender que eu não teria o bebê, eu sabia que podíamos, mas eu não queria pausar meu futuro. - Mãe... - nunca ia imaginar que uma decisão desta partiu da minha mãe. - Filha. Há 35 anos atrás as coisas eram bem mais complicadas para nós mulheres. Não seria fácil ter uma carreira e um filho, estágio, faculdade. Eu não me arrependo da minha escolha, filha, eu tive tudo o que quis e no momento certo tive você. Sou completa hoje apesar de carregar essa escolha. Mas isso não significa que não doeu e que não dói ainda. Foi uma escolha que eu fiz e tenho que viver com ela. - eu estava perplexa com tudo que minha mãe me contou. - Eu sinto muito mãe, mas é exatamente isso, foi sua escolha, vocês não deixaram eu escolher. - É talvez essa seja mais uma coisa com a qual eu vou ter que aprender a conviver. Mas não vou me desculpar por tentar fazer o melhor para você. - Boa noite querida. - Boa noite mãe. Fiquei na sala parada sem saber o que fazer. Se volto para o meu quarto ou se realmente ia embora. De fato não tenho do que reclama mesmo mediante ao acontecidos nenhum momento da minha vida não me senti amada pelos meus pais. Eles sempre estavam tentando me agrada depois de todo o ocorrido como se tentassem tampar o buraco que ficou com toda a minha tragédia pessoal. As coisas que minha mãe me contou também estavam ecoando na minha mente. Era realmente uma época difícil. Mamãe optou pela sua carreira e isso custou algumas coisas. Não significa que ela seja uma pessoa r**m. Não sei o que pensar, deixo as malas na sala e saio de casa.
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