CAPÍTULO 32 LUNA NARRANDO: Eu fiquei parada no meio do quarto por alguns segundos depois que Dodô foi embora. O silêncio veio pesado. Não era um silêncio comum. Era aquele tipo que grita dentro da cabeça da gente. Encostei as costas na madeira ainda vibrando do fechamento e soltei o ar devagar, como se só naquele momento meu corpo tivesse lembrado que precisava respirar. Meu coração ainda estava acelerado. Tudo estava acelerado. A briga no camarim. Rael me segurando lá. O carro. Dodô na porta da pensão. O aviso dele. A ameaça invisível da Anitta. O olhar possessivo de Rael. Passei a mão pelo rosto, sentindo a pele quente. Eu só queria deitar. Só queria desligar. Mas minha cabeça não parava. Joguei a bolsa em cima da cama, tirei o sapato e sentei na beirada do colchão, c

