CAPÍTULO 36 RAEL NARRANDO: Cheguei na boca cedo. Meu território respirava. Mas eu não. Tava com a cabeça cheia. O peito apertado. Aquela sensação r**m de que alguma coisa grande tava prestes a explodir. Estacionei o carro em frente ao barraco principal, joguei a chave pro moleque e entrei sem cumprimentar ninguém. Dodô já tava lá dentro. Sentado numa cadeira de plástico, mexendo no celular. Quando me viu, levantou na hora. O jeito dele tava estranho. Quieto demais. — Rael. — Fala. Passei direto por ele, joguei meu boné em cima da mesa e me servi de café numa garrafa térmica velha. — Preciso falar contigo. Bebi o café quente de uma vez, sem açúcar. — Fala logo. Ele respirou fundo. Olhou pros lados. Chegou mais perto. — Rastreiei a Bianca. Meu estômago revirou. — E a

