Zayan
Acordei sentindo meu corpo pesado como se tivesse passado por um sonho do qual não conseguia acordar. Meus olhos doíam e eu queria levantar a mão, mas ela estava segura por alguém ouvi uma voz doce falando e com muito esforço abri os olhos, os fechando de novo pela claridade depois de um tempo voltei a abrir, olhando para baixo onde minha mão estava presa ela olhou para cima e nos ficamos estáticos por um momento.
— Zayan.
Minha garganta estava seca e difícil de engolir.
— Ju.
Consegui falar uma sílaba e fui envolto em braços calorosos.
— Eu pensei que você tinha me deixado.
— Nunca.
Senti suas lágrimas no meu pescoço e eu a confortei como eu podia.
— Eu vou ficar bem e você porque está tão machucada?
Toquei seus braços envolvidos em gaze e olhei para baixo onde suas pernas também estavam machucadas meu coração apertou por não ter conseguido a proteger.
— Foi Amir que bateu no nosso carro e ele tentou me levar com ele quando o carro capotou
Tentei levantar tamanha minha raiva por ele ter a audácia de machucar a minha mulher.
— Calma ele não conseguiu eu fugi dele por isso as feridas, mas isso não é importante já fiz meu depoimento a polícia e estão caçando ele.
Encostei novamente na cama com a ajuda dela fechando os olhos para me acalmar.
— Vou chamar o médico e Mohamed está lá fora, também preocupado com você.
Eu a olhei saindo mancando e fiquei morrendo de raiva Mohamed entrou com um olhar feliz em me ver acordado.
— Você chamou alguém?
— Sim, temos alguns já na cidade e aqui no hospital todos os leais ao senhor.
— Busquem por ele, e Juliana precisa ser protegida deixo isso nas suas mãos.
— Sim, Sid.
Mohamed saiu logo o médico entrou me fazendo algumas perguntas e me dando muitas orientações dos cuidados durante as próximas semanas e de como eu não poderia ficar sozinho já que estava ferido. Juliana ficou ao meu lado por todo o tempo ouvindo as orientações do médico depois que ele saiu um casal entrou eu olhei para seus rostos e lembrei de onde eu os tinha visto a mulher lembrava Ju um pouco seu rosto estava fechado assim como o homem.
— Que bom que acordou, agora me explique porque sequestrou minha filha?
Olhei para mulher irritada e vi de onde ela havia puxado o jeito bravo e as palavras diretas.
— Mamãe ele acabou de acordar e precisa de descanso.
— Laura se acalme.
— Isso é um complô contra mim?
— Não querida agora deixe ele falar.
Jô ficou na minha frente, mas eu a puxei para mim, segurando sua mão para a impedir de falar.
— Eu cometi um grande erro e pedi perdão para Juliana eu sei que falar isso agora não vai fazer com que perdoem meu erro tão fácil, mas no meu povo temos um costume que foi passado por gerações e após escolhida nossa Amira ela não pode mais ser mudada e sem consentimento da mulher a levamos para casamento.
— Isso é uma barbaridade.
— Sim! E depois que ela se foi reconheci meu erro, ela não é minha posse, mas minha futura companheira se ela aceitar isso é claro.peço perdão a senhora também?
— Bom por minha filha vou esquecer isso e virar essa página principalmente que você a salvou se não tivesse protegido ela eu nem quero pensar o que poderia ter acontecido.
— Obrigado!
— Zayan agora que isso está resolvido vamos arrumar sua alta e levá-lo para casa.
— Senhor eu estou hospedado no hotel.
— Me chame de Roberto e eu estou dizendo que iremos levá-lo para nossa casa, já que você é o namorado da minha filha.
— Mas eu...
— Ele aceita sim, papai o senhor é de mais.
— Ju?
O pai dela tinha um jeito diferente de fazer as coisas e nos demos bem de cara estava feliz que ela te há uma família tão unida o médico me deu a alta e com a ajuda dos três sai do hospital Mohamed saiu para resolver o que pedi, mandei uma mensagem
Avisando aonde eu estarei por alguns dias Ju me tratou como vidro fino e eu sorri do seu jeito fofo meu gatinho estava mostrando toda sua delicadeza fui colocado em um quarto de hóspedes a minha mala Mohamed ficou de trazer os pais dela me trataram bem apesar de tudo, mas ainda com uma leve suspeita eles nos deixaram no quarto enquanto desciam para preparar a refeição.
— Como você se sente?
Eu sorri para ela.
— Ei estou bem é a terceira vez que você me pergunta só nessa meia hora.
— Ei para, sei que está chato, porém você quase morreu e eu estou com medo.
— Vem aqui.
Ela se aproximou de mim lentamente e ficou na minha frente eu estava sentado na cama mesmo sentado ainda era um pouco maior que ela toquei seus cabelos soltos e desci até sua mão dando um aperto nos dois tínhamos feridas ela se encostou mais perto de mim e eu puxei seu rosto num beijo doce tocando e aprofundando o beijo.
— Eu estou com você não vou morrer prometo.
-Hum!
Ela deu um sorrisinho breve e arrumou o quarto já arrumado.
— Eu vou ter que voltar para faculdade.
— Eu sei.
— Mas eu não quero ir?
— Ei se acalme eu vou ficar aqui e quando você voltar estarei te esperando.
— Hum eu sei, mas mesmo assim não quero.
— Ei esse jeito seu é novo.
— Que jeito?
— khabith makir.
— O que isso quer dizer?
— Manhosa.
Ela me deu uns, tapas.
— Ai homem doente.
Ouvi uma tosse e olhei para trás o pai de Ju estava na porta nos olhando.
— Bem o jantar está pronto.
-Sim, estamos indo pai.
Ele virou as costas e desceu e Luan apareceu.
— Vamos Ju eu estou com muita fome.
— E quando você não está com fome?
— Vamos lá chega de namoro sua b***a.
Ela me apoiou e começamos a descer as escadas devagar estávamos um apoiando o outro até que chegamos a sala de jantar a mesa estava posta com muitos pratos dos quais poucos eu conhecia, mas sorri sentando.
— Se você não quiser algo não precisa pegar ok?
— Tudo parece maravilhoso obrigado.
Eu comecei a comer e realmente estava maravilhoso senti os olhares a minha volta e levantei a cabeça.
— Obrigado por tudo.