- Quê? Grávida? Não, eu não posso estar grávida. - Falei bastante atordoada com o que eu acabara de escutar. - Você deve ter visto errado, se tem alguém grávida, não sou eu. Como eu podia estar grávida? Quer dizer, eu sabia como, mas… Eu não conseguia crer nisso. Bernardo… Nunca odiei tanto alguém como eu odiava ele. E sem saber o que fazer, comecei a chorar, Emilia também chorou, e logo me abraçou ternamente, me passando conforto enquanto eu chorava em seu ombro. - Vai ficar bem, meu amor, eu prometo. - Ela disse. O doutor me deu uma carteirinha e falou algo sobre o pré natal, mas eu não consegui prestar atenção, havia ido para outra dimensão, eu só queria saber como tudo seria a partir de agora. Assim que entramos no carro do abrigo, eu disse: - Emilia, eu não… Eu não posso. Eu não

