Lucas perdia o juízo quando se juntava com outros garotos pleyboyzinhos da escola. Eu sei que eu tinha um gênio forte, mas eu não tinha a mesma coragem que a do Lucas de beber e dormir fora escondido para meus pais não saberem. Meu pai surtaria comigo, eu deixei ele se afastar e forrei uma canga em um pedra e sentei nela observando como todos eles eram loucos!
De longe eu vi os garotos cumprimentando Lucas e lhe entregando uma dose de alguma bebida forte, eu soube que era forte pela careta que ele fez em seguida. O que leva uma pessoa beber algo que é tão r**m a ponto de fazer ânsia?! Esses meninos eram loucos! E enquanto eu os julgava em pensamento a folgada da Larissa sentou ao meu lado e eu a encarei desacreditada.
- Olha Alice, você não tem o direito de mandar na vida do Lucas! - Ela falava furiosa e eu a encarei novamente com preguiça de responde-la.
- Você pode sair de cima da minha canga por favor? - Perguntei fingindo calma ignorando a provocação dela.
- Lucas iria ficar comigo! Mas antes ele precisa da sua aprovação?! Ele me falou que você não apoia o nosso relacionamento, então ele prefere se afastar! Você é o que dele mesmo?! Uma amiguinha de infância? ou a mãe dele?! Deixe ele curtir a vida dele e para de achar que você manda nele! - Larissa me encarava furiosa e sua pele de patricinha cheia de protetor solar estava vermelho como um pimentão e eu continuava com preguiça de responde-la.
- Você está sujando minha canga com seus pés, dá licença por favor? - Deus! Eu estava me controlando para não voar no pescoço dela.
- Para de atrapalhar o meu relacionamento com o Lucas!
- Que relacionamento Larissa?! Surtou? Por acaso vocês já se pegaram?! Eu sei que não! Lucas fala tudo comigo! - A minha resposta fez Larissa perder a fala e ela me encarou novamente e em seguida se levantou irritada e se afastou respirando ofegante. Oxe... Cada uma que eu tenho que passar! Eu dei de ombros e voltei a olhar Lucas bebendo com os meninos... Depois de algumas horas já dava para perceber o que iria acontecer.
Lucas bêbado! Ele chegou rindo deitando na canga todo molhado e fez minha perna de travesseiro.
- Se você continuar bebendo você não vai conseguir chegar em casa andando.
- Eu parei. - Lucas respondeu rindo de olhos fechados. Era constrangedor olhar Lucas sem blusa agora musculoso todo molhado deitado em minha perna. Estava querendo anoitecer e pelo visto por causa do Lucas eu não iria conseguir ir ao shopping com meu pai. As meninas me encaravam de longe irritadas ao ver Lucas deitado em minha canga.
- Vamos para a casa Lucas! Eu avisei ao meu pai que estaria aqui na cachoeira, está anoitecendo e para ele aparecer aqui é no estalar de dedos! - Falei preocupada e Lucas se levantou na mesma hora se equilibrando.
- Vamos! Eu já irritei o meu padrinho hoje.
- Você está falando embolado. - Respondi me levantando e guardando minha canga na bolsa.
- Me ajuda Alice! Eu vou ficar na sua janela te esperando! - Lucas respondeu em desespero.
- Está bem vamos! - Eu falei segurando em seu braço para subirmos para a nossa casa.
E como o combinado ele foi para atrás de minha casa se esconder na direção de minha janela. Eu entrei dando boa noite para meu pai e Gabriel que estavam na sala assistindo futebol e fui direto tomar um banho.
Depois eu saí enrolada na toalha e segui para o quarto, mas antes de abrir a janela eu coloquei um pijama short e blusa e abri a janela devagar para não fazer barulho.
- Você demorou! Está frio e os mosquitos estão me picando! - Lucas resmungou sussurrando.
- É só não beber! Aí você não precisa enfrentar os mosquitos! Entra sem fazer barulho! Meu pai está na sala com o Gabriel... - Sussurrei e olhei Lucas subir na janela e entrou com cuidado, ele foi direto para a minha cama e deitou como se estivesse exausto.
- Você está com essa bermuda húmida! Vai sujar a cama. - Reclamei deitando ao lado dele.
- Amanhã eu lavo. - Lucas respondeu quase dormindo e eu ri.
- Mandou mensagem para o tio William?
- Sim... Disse que iria dormir na casa do Felipe. - Lucas respondeu com a voz rouca de sono e eu senti o cheiro da bebida e virei o rosto dele para a parede.
- Alice abra a porta. Eu quero conversar com você. - Meu pai falava sério fazendo o meu corpo gelar e Lucas pulou da cama em pânico e eu levantei o edredom da cama e apontei para baixo da cama e ele não pensou duas vezes em se esconder lá.
Eu me levantei trêmula e abri a porta com o coração acelerado.
- Oi pai. - Respondi segurando a porta na esperança dele não entrar. Mas foi em vão e ele entrou olhando o quarto e foi em direção á janela e a fechou fazendo o desespero tomar conta de mim. Ele foi até a cama e sentou e me chamou para sentar ao lado dele. E assim fiz e sentei trêmula.
- Alice eu não quero você subindo mais em moto nenhuma tudo bem? Eu amo muito você e quero ver você bem. Lucas não tem nem idade para pilotar uma moto.
- Está bem pai... Desculpa. - Respondi tentando esconder o pânico se alastrar por todo o meu corpo. Meu pai suspirou e colocou a mão na cama me olhando mas logo parou de me olhar sentindo a cama húmida exatamente aonde Lucas estava.
Meu pai respirou fundo de olhos fechados.
- Lucas saia debaixo da cama. - Meu pai falou firme e eu achei que eu iria infartar. Logo Lucas se arrastou saindo debaixo da cama e seu rosto apareceu na direção dos pés do meu pai. Lucas ria bêbado para o meu desespero.
- Boa noite Padrinho.