Eu estava paralisada em frente a janela quando eles saíram. Eu nunca havia visto meu pai como um lobo pronto para atacar Lucas. Meu coração estava socando meu peito. Eu consegui me mexer depois de um tempo e voltei para a cama com minha respiração ofegante. Bateram na porta. - Filha. Abre eu preciso conversar com você... - Eu me levantei ainda trêmula ao escutar a voz do meu pai e abri a porta e ele me olhava mais calmo com as mãos na cintura. - Você ainda não me deu aquele abraço. - Meu pai falou entrando no quarto e me abraçou e eu voltei a chorar em seu abraço. O abraço do meu pai era o melhor lugar. Eu me sentia protegida, ele era grande e eu pequena e magra, eu quase sumia em seu abraço de urso. Ele foi me soltando conforme eu me acalmava e me analisou limpando minhas lágrimas.

