Capítulo 4

2115 Words
Manu  Acordei com o sol batendo na meu rosto e algo pesando na minha b***a. Olhei e me deparei com RF, perfeitamente confortável. Sinceramente, achei que ele ia sair antes que eu acordasse.  Ajeitei ele na cama, e me levantei.  Me olhei no espelho e vi o desastre que meu rosto estava: o resto da maquiagem, meu cabelo todo bagunçado e a roupa toda amassada. Tomei um banho, aproveitei e lavei meu cabelo. Peguei um vestidinho amarelo e minha havaiana branca, peguei também o secador e arrumei meu cabelo, escovei os dentes e desci.  Ju estava sentada na mesa com o café da manhã já pronto, enquanto olhava o celular.  - Bom dia, meu amor. - e dei um beijo na testa dela.  - Bom dia vida, anima praia hoje? - perguntou, me lançando um olhar de cachorrinho perdido. - A gente deixa os meninos dormindo e vai.  - Bora. - peguei uma maçã de café da manhã. - Vou subir e me trocar. Vai logo, não quero correr o risco dos malucos acordarem.  Subi bem devagar, parando a qualquer ruído, peguei um biquíni preto, um short jeans e uma blusinha branca. Corri pro banheiro, vesti o biquíni e a roupa.  - Tá pronta gatona? - perguntei pra Ju.  Olhei pra ela e sorri, nossas roupas estavam iguais.  - Muito minha irmã mesmo. - disse rindo. - Bora.  Pegamos um táxi, já que ainda não tinha comprado meu carro. Eu e Ju vamos dividir os gastos: a primeira corrida, eu pago, a comida, nós dividimos e a segunda corrida, Ju paga.  Assim que chegamos, fomos tirar umas fotos. Tiramos várias, editamos e fizemos uma seleção para postar.  - Não sei qual eu posto. - Ju reclamou.  - Eu também não. - resmunguei. - Vou pra água, já volto.  A água estava cristalina e gelada. Muito gelada, mas, com o sol de rachar que estava, entrei de uma vez. Dei uns mergulhos e só sai quando vi um carrinho de picolé, já fui chamando o moço que logo veio.  - Boa tarde, quais são os sabores? - perguntei dando um sorrisinho.  - Boa moça. Tem de morango, uva, flocos, Coco, maracujá, manga, chocolate, chiclete, e etc.. - disse olhando as opções no carrinho.  - Vou querer um de Chiclete, e você, Manu? - Ju me perguntou já entregando o dinheiro pro moço.  - Floco, por favor. - ele nos entregou os picolés e agradecemos. Ju colocou uma música e ficamos lá, ouvindo música e vendo as ondas.  Ju  Manu e eu estávamos na praia fazia um tempão. O que, sinceramente, já não era novidade. A praia era nossa segunda casa. Quando tínhamos uns 10 anos, vinhamos todos os dias junto com a irmã dela.  - Vou comprar uma água, quer? - perguntei pra ela que estava no sol para pegar uma marquinha. Manu me olhou e assentiu.  O quiosque estava bem pertinho de onde nossas coisas estavam, então tava mec. Fui lá e comprei duas águas e um chiclete, quando voltei, Manu estava do mesmo jeito: torrando no sol. Entreguei a água e ela bebeu quase tudo num gole só.  Resolvi ir dar um mergulho, sol do c*****o irmão..   Fiquei lembrando de alguns momentos que tive com Manu nessa praia. Nos conhecemos desde que me entendo por gente, então já não sei viver sem ela. Sai da água e coloquei minha canga ao lado da sua.  [...] Torramos no sol e depois fomos almoçar no quiosque no qual eu comprei a água, pedimos uma porção, que viriam fritas, aipim e camarão. Meu celular começou a vibrar e logo atendi colocando no viva voz pra Manu ouvir.  - Falatu, MM. - atendi  - Onde as malucas estão? Eu e RF rodamos o morro todo p***a. Cês não podem sumir assim não c*****o. - disparou, fazendo com que Manu e eu gargalhássemos. - Praia, não pode não? - Manu retrucou com o tom irônico de sempre. - Mec, marca um dez ai que nós tá brotando ai. - RF disse e desligamos.  Olhei pra Manu que estava fingindo estar muito concentrada no camarão.  - Acabou a sua paz. - falei rindo.  Manu  Ouvimos duas motos chegarem rasgando na avenida. Eram eles, tinha certeza. Continuei comendo meu camarão, mais concentrada do que nunca. - Tão chegando. - Ju falou e começou a comer também, fingindo que não viu eles.  Dei uma olhada. Os dois eram uma dupla e tanto, andavam de uma forma que, eu particularmente, achava um charme.  Eles andavam e atraiam vários olhares. Voltei a prestar atenção na comida, isso sim, era atraente e importante. Senti a presença deles antes mesmo de poder ouvir suas vozes. MM deu um beijo na Ju, e RF veio me dar um beijo.  - Tá bolada ainda? - sussurrou pra mim e me deu um beijo no pescoço. Olhei pra ele, fingindo não estar toda arrepiada. - Domingão nessa vida de vocês é bom né? - RF disparou com as sobrancelhas arqueadas, nos fazendo dar de ombros. [...] Depois de comer voltamos para a areia, ligamos a música e ficamos conversando, mas pouquíssimo tempo depois, já estávamos igual quatro crianças correndo e brincando.   - Bora verdade ou desafio, meus lindos? - Ju perguntou, levantando as sobrancelhas. Todos concordamos.  - Mas como que a gente vai girar? Nem garrafa tem. - falei.  - Então é melhor ainda, cada um escolhe pra quem vai perguntar. - MM soltou.  Começou comigo, e escolhi o MM, que por sua vez, escolheu verdade, aproveitei e fiz a pergunta que não se calava.  - Meu queridíssimo Marcelo, o quê você e minha querida irmã barra melhor amiga tem? - perguntei  com um sorrisinho maligno nos lábios.  - p***a, Manuela. - MM disparou e eu ri. - Não sei, cara.. É um quase namoro pô. - disse olhando a reação da Ju, que apenas concordou.  Agora era a vez do Marcelo.  - Minha morena. - disse olhando pra Ju, que escolheu verdade. - É verdade que nossa Paty sente atração pelo RF?- perguntou, me olhando com cara de quem já sabia a resposta. Ju me olhou, e eu dei de ombros.  - Cara, não sei não. - respondeu e eu ri.  - Tá me tirando? - retrucou, indignado. - Lógico que sabe, maluca. - e ficou emburrado, RF apenas observava.  - RF tá quieto demais. - Ju disse. - Verdade ou desafio, bebê? - ele revirou os olhos.  - Verdade. - disse encarando a Ju, que ficou pensando. - Manda logo pô. - ele quase parecia ansioso, talvez nervoso. - Verdade que tu tá nas graças da Paty? - ela disparou, sorrindo. RF riu.  - Mó calor tio, vou dar um pulo na água. - respondeu e saiu. MM e Ju riram.  [...] Voltamos pra casa lá pras 18, assim que pisei no banheiro, fui direto tomar meu banho. Lavei meu cabelo, passei a escova e escovei meus dentes. Coloquei uma calcinha de renda roxa e junto com a blusa que RF havia deixado aqui.  Peguei meu celular e fui pro i********:, o que me fez cair na gargalhada. Era cada comentário nas fotos. Esses três são uma comédia.  Minutos depois, ouvi a porta batendo e duas vozes, Ju e MM, se RF tava junto, estava quieto. Resolvi descer.  - Qual foi? - perguntei e os três me olharam.  - Só por que a Jeni veio comentar minha foto, Ju tá de neura. - MM disparou e me olhou pedindo ajuda.  - Júlia, larga dessa. Ele gosta de ti, a menina lá que tá comprando treta contigo, e parece que tá dando certo né. - e cruzei os braços olhando pra ela. A expressão dela foi suavizando, ótimo.  - Tá. Tá bom. Mec. - disse. - Vamos tomar um açaí?  Assenti. - Decide o que que cês vão querer, e me avisa, vou pedir pros vapor trazer. - RF disse e ficou me olhando.  [...] Acabamos comprando dois potes de 1L e iríamos dividir. Eu com RF e Ju com MM.  - Rafael, dá licença, eu quero açaí também. - falei,  olhando f**o pra ele e empurrando sua colher.  - c*****o tio, cê já comeu quase tudo, me dá essa bagaça aqui. - disparou e pegou o pote da minha mão.  Ju e MM estavam apenas olhando. E rindo.  - Me dá essa p***a aqui. - e pulei pra pegar, mas ele foi rápido e saiu de perto. - Rafael Rafael, não brinca comigo. Eu vou m***r você. - disparei, indo atrás dele.  - Tá ameaçando o dono do morro? É isso mesmo, linda? - debochou, colocando a mão na cintura fazendo uma imitação minha.  - Tô. Me dá essa m***a, Rafael. - e fui correndo atrás dele, mas RF entrou no banheiro e se trancou.  - Rafael, c*****o!  - exclamei empurrando a porta. - Tudo bem, desisto.  E sai de perto da porta, esperando ele sair. Quando RF saiu, eu pulei em sua direção, peguei o pote e corri para me trancar no quarto.  - Ah, sua malandra. - disse rindo.  - Não acredito que você perdeu pra essa. - MM falou e eu ri.  Por pura gentileza, abri a porta e voltei pro sofá.  - Não aguenta ficar longe dessa gostosura aqui. - RF disse passando a mão pelo corpo, me fazendo ter crise de riso. - Tá rindo é? - e começou a me fazer cócegas.  - Lindos. - Ju disse olhando pra nós dois.  - Sou padrinho do casamento. - MM ironizou colocando a mão em baixo do queixo e dando um sorrisinho.  [...] Depois do açaí, ficamos vendo filme, e, como já era tarde, eles dormiram lá em casa. RF se jogou na minha cama e ficou me olhando.  - Foi bom dormir na tua b***a ontem. - soltou e deu um sorrisinho. - Lógico, essa gostosura aqui. - resmunguei.  Ele levantou as sobrancelhas e riu.  - Boa noite, bebê. - e dei um beijo nele.  - Boa noite, Loira. - respondeu e me deu outro beijo.  [...] Acordei mais cedo que RF, como já era de se esperar. Fui ao banheiro, tomei um banho e coloquei um short com uma blusinha larga, desci e Ju já estava lá.  - Bom dia. - falamos juntas e rimos.  - Hoje é dia da preguiça, vamos ver série e fazer brigadeiro. - ela disse e eu concordei.  E enfim, os meninos acordaram, atrasados.  - Bom dia, meninas. - MM disse, me deu um beijo na testa e um selinho na Ju.  - Bom dia, Loira, bom dia, Morena. - RF disse, me deu um selinho e um beijo na testa da Ju.  - Bom dia, príncipes.  - falamos juntas e rimos.  - Estamos atrasados. Temos que ir pra boca, hoje chegam algumas coisas, se pá, passamos aqui mais tarde. - RF disse apressado, me deu outro beijo e saiu com MM.  RF Peguei minha moto e fui rasgando até a boca. As armas deviam estar chegando. Em menos de 10 minutos, já estava lá com os vapores. - Ie patrão, colei lá na base e eles entregaram as armas tudo. - um deles disse e saiu. Ótimo.  MM foi pro asfalto resolver os b.o e, eu fiquei lá no escritório mesmo pra ver se tinha mais alguma m***a pra resolver, mas não tinha nada, tudo liso.  Fui almoçar no restaurante da mãe da Bruna, e minha sorte foi que a cachorra não estava lá.  Como era self service, fui colocando as coisas no prato, e logo ficou aquela montanha de comida, mas a broca tava grande. Pesei o prato e vi no visor: 30 reais, fui pra mesa, sentei e comecei a comer.  Enquanto eu comia, vi a Paty vindo pro restaurante, a cega passou e nem me viu, mas fiquei lá olhando ela.  O short tava meio curto, ia ter que falar com ela. Paty pegou uma coca e pagou, quando virou pra ir embora, me viu e deu o maior sorriso.  - Que broca é essa doido. - disse rindo. Dei de ombros.  - Vai lá em casa hoje? - ela perguntou.  - Se tudo der certo, sim. - respondi. - Já viu o tamanho do teu short? - perguntei e fiz cara de tédio.  - Que que tem? - perguntou rindo.  - Tá rindo né? Tá curto pra c*****o isso aí, vai me esperar pra ir pra casa porquê se alguém olhar, meto logo um tiro.  Ela riu, mas ficou me esperando. Comi rápido, paguei e fui levar ela.  - Vou comprar uns short's pra ti, papo dez. - e fiquei olhando ela.  - Vai nada bobo. - disse.  - É, Manuela, tô de olho em ti. - e fiz cara f**a.  - Nenhuma novidade. - retrucou e me mostrou a língua.
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