“Não quero nem pensar na hipótese de que esteja me deixando”, era a última mensagem. E é por isso que estou indo de vez até ele. Pra que enrolar mais? Mas como começar? Vamos direto ao assunto? Eu simplesmente não sei como agir, tendo o conhecimento de que ele sabe tudo sobre mim agora. Talvez antes eu pudesse sentir sua compreensão, quando, por exemplo, não insistia para que falasse sobre minha história, ele sempre aceitou de bom grado os fragmentos tortos que o dava. Em pouco tempo que o conheço, tendo em vista a forma como “tivemos” que ser íntimos, me ajudou a conhecer um lado que, segundo ele, raros são àqueles que tiveram acesso. E eu acreditava nisso. A forma como desabafava sobre sua relação com o pai, sobre como se sentia vazio e sozinho... Ele era quase como eu, quase. — S

