Arranco o crachá de identificação do meu pescoço, sentindo-me sufocada. A droga do celular dele só cai na caixa postal. Ele pode estar em reunião, ou muito ocupado com outra coisa. Como que aquela mulher foi capaz de criar coragem para vir aqui, no meu local de trabalho? E, principalmente, zombar dos meus traumas, fazer pouco do que eu passei? O quão baixa ela poderia ser? E o pior, como que ela soube de tudo? Como toda essa informação chegou ao conhecimento dela? Respiro fundo, sentindo todo o meu corpo tremer. As pernas, as mãos, a boca. O resto de comida que não havia conseguido pôr pra fora revirava em meu estômago. Através do espelho conseguia ver meu reflexo, minha frustração ilustrada. Sem um pingo de coragem de sequer sair desse cubículo que era o banheiro do escritório, quem

