O hospital permanecia em um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelos bipes regulares dos monitores que acompanhavam cada sinal vital de Eduardo. Para Lívia e Daniel, cada som parecia amplificado, quase ensurdecedor em sua consciência hiperativa. Cada detalhe, desde o sutil movimento das cortinas até o clique distante de algum equipamento médico, carregava consigo uma tensão silenciosa, como se a colina ainda estivesse presente ali, invisível, observando cada ação. Lívia permaneceu ao lado da maca, seus olhos fixos no irmão. A respiração dele, lenta e irregular, parecia ter uma cadência própria, como se estivesse sincronizada com algum ritmo oculto, uma pulsação que não pertencia ao hospital, mas ao próprio eco da casa que sussurrava. Ela sentiu uma onda de preocupação percorrer seu

