O corredor silencioso da biblioteca parecia mais profundo do que antes, como se a própria construção tivesse absorvido o peso dos segredos que continha. Lívia e Daniel continuavam a examinar os jornais antigos, cada página revelando fragmentos de histórias que há muito tempo ninguém ousara lembrar. A luz difusa que entrava pelas janelas altas criava sombras longas sobre as estantes, e o cheiro de papel antigo misturado com madeira envelhecida parecia quase hipnótico. Cada detalhe carregava uma sensação de peso histórico, como se a própria biblioteca fosse guardiã de algo que não deveria ser esquecido. — Daniel… — começou Lívia, interrompendo a leitura por um instante —, você já percebeu que cada relato antigo sobre a colina fala sempre de vozes? Ele ergueu os olhos, pensativo, com o dedo

