Durante alguns segundos, Lívia continuou olhando para a janela do andar de cima, sem conseguir desviar os olhos. O vento da tarde passava pelas árvores ao redor da casa, fazendo as folhas se moverem suavemente, mas aquele pequeno movimento natural parecia apenas aumentar a sensação de inquietação que tomava conta dela. Daniel ainda estava tentando recuperar o fôlego ao lado dela. — Você está bem? — ele perguntou, passando a mão pelos cabelos. Lívia não respondeu imediatamente. Seus olhos ainda estavam fixos na janela. Daniel percebeu. — O que foi? Ela hesitou antes de falar. — Eu achei que tinha visto alguém ali em cima. Ele seguiu a direção do olhar dela. A janela estava vazia. Apenas o reflexo do céu claro e das árvores ao redor se espalhava pelo vidro antigo. — Talvez tenha s

